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Início Justiça

STF derruba ação que pedia investigação sobre suposta ‘espionagem’ de Bolsonaro contra jornalistas

Por Junior Melo
20/maio/2026
Em Justiça
Nunes Marques toma decisão que abre caminho para possível anulação da condenação de Jair Bolsonaro no STF

Jair Bolsonaro - Foto: © Valter Campanato/Agência Brasil

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O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu rejeitar a ação apresentada pelo Partido Verde (PV) que pedia investigação sobre uma suposta espionagem de jornalistas e parlamentares durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Por que o STF decidiu pela rejeição da ação?

O julgamento foi concluído na última quinta-feira (15/5), com prevalência do voto do ministro André Mendonça, que defendeu a rejeição da ação apresentada pelo PV. A proposta buscava aprofundar investigações sobre um possível monitoramento de redes sociais.

Ficaram vencidos no julgamento a relatora Cármen Lúcia e os ministros Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso e Rosa Weber. Já Flávio Dino não participou da votação porque assumiu a vaga após o início da análise do caso.

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Qual a acusação envolvendo o governo Bolsonaro?

A ação foi protocolada pelo PV em 2020, após uma reportagem da revista Época apontar que o governo federal teria monitorado atividades de 116 parlamentares e profissionais da imprensa nas redes sociais.

Segundo o partido, a suposta prática poderia representar violação à liberdade de expressão, à liberdade de imprensa e ao exercício profissional dos jornalistas. O tema ganhou repercussão política na época devido ao debate sobre comunicação institucional do governo.

Governo alegou monitoramento institucional

Durante o processo, o governo federal argumentou que os relatórios produzidos tinham caráter institucional e serviam para acompanhar debates públicos relevantes para a comunicação oficial do Executivo.

Os autos também destacaram que não havia comprovação de contratos ativos voltados para espionagem ilegal. A defesa sustentou que as informações utilizadas eram públicas e obtidas diretamente em redes sociais abertas.

Como a AGU e PGR defenderam arquivamento da proposta?

A Advocacia-Geral da União e a Procuradoria-Geral da República se manifestaram contra o prosseguimento da ação no STF. Os órgãos afirmaram que faltavam elementos concretos capazes de sustentar a acusação. Entre os principais argumentos apresentados pelas instituições, estiveram:

  • ausência de provas sobre monitoramento ilegal;
  • inexistência de contratos específicos para espionagem;
  • uso de informações disponíveis publicamente;
  • finalidade institucional nos relatórios de comunicação.

Julgamento expôs divisão entre ministros do STF

O julgamento revelou divergências dentro do próprio STF sobre a necessidade de aprofundar ou não as investigações relacionadas ao caso. Parte dos ministros considerou insuficientes os indícios apresentados pela ação.

Já o grupo vencido entendia que o caso merecia apuração mais detalhada devido às suspeitas envolvendo monitoramento de jornalistas e parlamentares. Mesmo assim, prevaleceu a corrente favorável ao arquivamento do pedido.

Qual a repercussão política do caso?

Desde que veio à tona, o episódio gerou embates entre aliados do governo Luiz Inácio Lula da Silva e apoiadores de Jair Bolsonaro. O tema voltou a ganhar destaque após a conclusão do julgamento no STF.

Com a decisão da Corte, a ação movida pelo PV foi oficialmente rejeitada, encerrando uma das discussões políticas relacionadas ao monitoramento de redes sociais durante o governo anterior.

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