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SUVs usados perdem até R$ 90 mil na Tabela FIPE em 2026 com guerra de preços e medo do custo das baterias

Por Guilherme Silva
30/maio/2026
Em Geral
SUVs usados perdem até R$ 90 mil na Tabela FIPE em 2026 com guerra de preços e medo do custo das baterias

Guerra de descontos e receio sobre baterias aceleram a desvalorização de SUVs seminovos

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O mercado de SUVs usados atravessa um período de depreciação acentuada em 2026. Modelos de marcas como a BYD e fabricantes premium enfrentam quedas expressivas em seus valores de referência, pressionados por uma combinação de alta oferta de estoque e incertezas tecnológicas dos consumidores.

Por que os preços dos SUVs seminovos estão caindo tanto?

O setor automotivo lida com quatro forças que impactam o preço dos veículos. A produção elevada das montadoras gerou estoques represados, enquanto a guerra de descontos no segmento de zero km desvaloriza automaticamente as unidades que já circularam, corroendo o valor de referência do mercado de usados.

A chegada massiva de novas marcas e a incerteza sobre o custo de manutenção de longo prazo também pesam na decisão de compra. Especialmente em modelos eletrificados, o receio quanto ao preço de reposição das baterias reduz a liquidez, afugentando interessados no mercado de revenda.

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BYD Song Plus - Foto: Divulgação/BYD
Queda de preços em SUVS usados na Tabela FIPE 2026 preocupa mercado de carros – Foto: Divulgação/BYD

Quanto os modelos mais visados perderam de valor real?

O impacto financeiro é severo para quem adquiriu modelos de alto desempenho ou tecnologias emergentes recentemente. A desvalorização atinge desde utilitários de luxo até modelos populares, resultando em perdas que superam a casa dos R$ 80 mil em pouco tempo de uso.

Confira a tabela com a variação negativa de modelos relevantes no mercado atual:

Quais SUVs compactos mais perderam valor em 2025?

Quem comprou um SUV compacto zero-quilômetro em 2024 e decidiu vender o veículo um ano depois encontrou um mercado menos favorável em 2025. Levantamento do Terra Mobilidade mostrou que alguns modelos registraram quedas expressivas na Tabela FIPE, refletindo a alta oferta de seminovos e a disputa mais intensa entre montadoras.

Entre os modelos analisados, alguns chegaram perto de 20% de desvalorização em apenas 12 meses:

Os números mostram que até SUVs compactos considerados queridinhos do mercado passaram por perdas relevantes de valor. Em muitos casos, a redução nos preços foi impulsionada por promoções agressivas das fabricantes, aumento da concorrência entre modelos turbo e avanço dos SUVs híbridos e elétricos no Brasil.

O que explica a desvalorização específica dos modelos elétricos?

Os modelos eletrificados da BYD sentem o reflexo de um mercado ainda imaturo em relação ao custo-benefício pós-garantia. O medo de arcar com despesas superiores a R$ 30 mil em manutenções corretivas trava a valorização e pressiona as tabelas de referência para baixo.

Confira os pontos críticos que dificultam a revenda desses modelos:

  • Custos de manutenção: A substituição de baterias afasta compradores que temem custos elevados.
  • Concorrência acelerada: Lançamentos constantes tornam modelos com poucos anos de uso obsoletos.
  • Liquidez reduzida: O risco técnico força lojistas a diminuírem o preço na captação do veículo.

Quais modelos conseguiram resistir a essa onda de depreciação?

Na contramão, modelos com alta reputação de durabilidade continuam com quedas abaixo de 5% ao ano. A Quatro Rodas aponta que marcas com rede de assistência consolidada e peças acessíveis, como o Toyota RAV4, mantêm estabilidade.

Investir em marcas com assistência técnica robusta é a melhor estratégia para proteger o capital. Enquanto tecnologias novas sofrem ajustes bruscos, a tradição mecânica segue como um porto seguro para evitar perdas superiores a R$ 50 mil em um curto ciclo de posse do veículo.

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