O mercado de SUVs usados atravessa um período de depreciação acentuada em 2026. Modelos de marcas como a BYD e fabricantes premium enfrentam quedas expressivas em seus valores de referência, pressionados por uma combinação de alta oferta de estoque e incertezas tecnológicas dos consumidores.
Por que os preços dos SUVs seminovos estão caindo tanto?
O setor automotivo lida com quatro forças que impactam o preço dos veículos. A produção elevada das montadoras gerou estoques represados, enquanto a guerra de descontos no segmento de zero km desvaloriza automaticamente as unidades que já circularam, corroendo o valor de referência do mercado de usados.
A chegada massiva de novas marcas e a incerteza sobre o custo de manutenção de longo prazo também pesam na decisão de compra. Especialmente em modelos eletrificados, o receio quanto ao preço de reposição das baterias reduz a liquidez, afugentando interessados no mercado de revenda.
Quanto os modelos mais visados perderam de valor real?
O impacto financeiro é severo para quem adquiriu modelos de alto desempenho ou tecnologias emergentes recentemente. A desvalorização atinge desde utilitários de luxo até modelos populares, resultando em perdas que superam a casa dos R$ 80 mil em pouco tempo de uso.
Confira a tabela com a variação negativa de modelos relevantes no mercado atual:
Quais SUVs compactos mais perderam valor em 2025?
Quem comprou um SUV compacto zero-quilômetro em 2024 e decidiu vender o veículo um ano depois encontrou um mercado menos favorável em 2025. Levantamento do Terra Mobilidade mostrou que alguns modelos registraram quedas expressivas na Tabela FIPE, refletindo a alta oferta de seminovos e a disputa mais intensa entre montadoras.
Entre os modelos analisados, alguns chegaram perto de 20% de desvalorização em apenas 12 meses:
Os números mostram que até SUVs compactos considerados queridinhos do mercado passaram por perdas relevantes de valor. Em muitos casos, a redução nos preços foi impulsionada por promoções agressivas das fabricantes, aumento da concorrência entre modelos turbo e avanço dos SUVs híbridos e elétricos no Brasil.
O que explica a desvalorização específica dos modelos elétricos?
Os modelos eletrificados da BYD sentem o reflexo de um mercado ainda imaturo em relação ao custo-benefício pós-garantia. O medo de arcar com despesas superiores a R$ 30 mil em manutenções corretivas trava a valorização e pressiona as tabelas de referência para baixo.
Confira os pontos críticos que dificultam a revenda desses modelos:
- Custos de manutenção: A substituição de baterias afasta compradores que temem custos elevados.
- Concorrência acelerada: Lançamentos constantes tornam modelos com poucos anos de uso obsoletos.
- Liquidez reduzida: O risco técnico força lojistas a diminuírem o preço na captação do veículo.
Quais modelos conseguiram resistir a essa onda de depreciação?
Na contramão, modelos com alta reputação de durabilidade continuam com quedas abaixo de 5% ao ano. A Quatro Rodas aponta que marcas com rede de assistência consolidada e peças acessíveis, como o Toyota RAV4, mantêm estabilidade.
Investir em marcas com assistência técnica robusta é a melhor estratégia para proteger o capital. Enquanto tecnologias novas sofrem ajustes bruscos, a tradição mecânica segue como um porto seguro para evitar perdas superiores a R$ 50 mil em um curto ciclo de posse do veículo.