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Início Justiça

Delação de Daniel Vorcaro rejeitada citava contrato milionário ligado à mulher de Alexandre de Moraes

Por Junior Melo
04/jun/2026
Em Justiça
Relatório preliminar da PF revela detalhes sobre os roteiros de Daniel Vorcaro para políticos em viagens internacionais

Daniel Vorcaro - Foto: STF

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A primeira versão da delação do banqueiro Daniel Vorcaro trouxe à tona a menção a um contrato milionário envolvendo o escritório da mulher do ministro Alexandre de Moraes, em meio às investigações sobre o Banco Master.

O que revelava a primeira versão da delação de Daniel Vorcaro?

A primeira proposta de delação apresentada por Daniel Vorcaro citava a existência de um contrato de R$ 50 milhões relacionado ao escritório de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes. O documento foi elaborado semanas antes de sua prisão pela Polícia Federal.

Segundo informações reveladas pela colunista Malu Gaspar, a delação fazia parte do contexto da investigação que envolve o Banco Master. O material, no entanto, não avançou nas tratativas iniciais com os investigadores.

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Por que a Polícia Federal rejeitou a delação do banqueiro?

A Polícia Federal entendeu que a primeira versão apresentada por Vorcaro não tinha elementos suficientes para contribuir de forma efetiva com a investigação. Por isso, o material foi considerado insuficiente e inconsistente.

A rejeição ocorreu no dia 20 de maio, antes da prisão do banqueiro no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. A decisão também levou em conta a necessidade de maior robustez nas informações entregues. As informações são do jornal O Globo.

Qual a relação citada entre contrato e o escritório de Viviane de Moraes?

A delação mencionava um possível novo contrato de grande valor com o escritório de Viviane Barci de Moraes, ligada ao ministro do STF Viviane Barci de Moraes. A informação, contudo, não foi confirmada como operação formalizada.

O caso ganhou repercussão porque já havia registros de outro contrato entre o Banco Master e o escritório, levantando questionamentos sobre a extensão da relação comercial.

Como funcionava o contrato anterior do Banco Master com o escritório?

A Polícia Federal identificou um contrato anterior no valor de R$ 3,6 milhões por mês, com duração prevista de três anos. O total estimado chegaria a cerca de R$ 130 milhões. Antes da lista abaixo, vale destacar que esse contrato envolvia atuação jurídica em diferentes frentes administrativas e regulatórias. Entre os principais órgãos citados estavam:

  • Banco Central (BC)
  • Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade)
  • Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN)
  • Receita Federal

O contrato foi identificado a partir da análise de um dos celulares apreendidos de Vorcaro durante a operação Compliance Zero.

O que a CPI e a Polícia Federal já identificaram sobre os pagamentos?

Além da investigação da PF, a CPI do Crime no Senado também analisou movimentações financeiras relacionadas ao Banco Master. Os dados indicam pagamentos expressivos ao escritório envolvido.

Segundo apurações, cerca de R$ 80 milhões já teriam sido pagos entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025, correspondendo a parte relevante do contrato firmado.

O que dizem as partes envolvidas no caso?

O escritório de Viviane Barci de Moraes negou a existência de novos contratos com Vorcaro ou empresas ligadas ao banqueiro. Também afirmou não ter prestado serviços adicionais fora do que foi formalmente acordado.

Em nota, o escritório declarou que não recebeu valores fora dos honorários contratados e que não houve prestação de serviços em contratos não formalizados. A defesa de Vorcaro, por sua vez, apresentou uma nova versão da delação à PF e à PGR nesta semana.

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