A Petrobras fechou o primeiro trimestre de 2026 com lucro líquido de R$ 32,6 bilhões, resultado 7,2% menor na comparação anual, mesmo com recorde de produção e distribuição bilionária de dividendos.
Como foi a queda no lucro da Petrobras?
O resultado da estatal ficou abaixo da expectativa de parte do mercado financeiro, em meio à volatilidade internacional do petróleo e ao aumento dos investimentos realizados pela companhia no início do ano.
O Ebitda da Petrobras somou R$ 61,7 bilhões, enquanto o lucro ajustado, sem efeitos extraordinários ligados ao câmbio, ficou em R$ 23,8 bilhões, praticamente estável frente ao mesmo período de 2025.
Dividendos bilionários seguem como destaque da estatal?
Mesmo com a retração no lucro líquido, a companhia confirmou a distribuição de R$ 9,3 bilhões em dividendos aos acionistas, mantendo forte geração de caixa no trimestre.
A estatal continua sendo peça importante para as contas públicas brasileiras, tanto pela arrecadação de impostos quanto pelos repasses pagos à União, principal acionista da empresa.
Como a guerra no Oriente Médio ainda deve impactar os próximos resultados?
A Petrobras afirmou que os efeitos mais intensos da crise envolvendo Irã e Israel ainda não apareceram integralmente no balanço do primeiro trimestre por causa do prazo entre embarque e reconhecimento das receitas.
Com a escalada do conflito e ameaças ao estreito de Ormuz, o petróleo Brent ultrapassou US$ 100 por barril, cenário que pode elevar ainda mais as receitas da companhia nos próximos meses.
Como o pré-sal impulsiona crescimento da produção brasileira?
A produção média da Petrobras alcançou 3,2 milhões de barris equivalentes por dia, maior marca da história da empresa, puxada principalmente pela expansão das operações no pré-sal brasileiro. Entre os principais números divulgados pela companhia no trimestre, destacam-se:
- 2,5 milhões de barris diários apenas de petróleo
- US$ 5,1 bilhões em investimentos
- Alta de 25,6% nos aportes anuais
- Cerca de 87% dos investimentos voltados para exploração e produção
Refinarias operam perto do limite máximo?
A Petrobras também ampliou a produção de combustíveis para reduzir a dependência externa em meio à pressão internacional sobre diesel e querosene de aviação.
As refinarias operaram com utilização média de 95%, enquanto em março o índice superou 97%, maior patamar registrado desde 2014. A produção de diesel S-10 atingiu recorde de 512 mil barris por dia.
Como o mercado avalia a estratégia do governo?
A dívida bruta da Petrobras encerrou março em US$ 72,1 bilhões, avanço de 2% frente ao fim de 2025, impulsionada por novas captações voltadas ao financiamento de investimentos.
Investidores seguem atentos ao equilíbrio entre expansão da estatal, pagamento de dividendos e participação do governo federal nas decisões estratégicas, especialmente sobre preços de combustíveis e novos projetos prioritários.