Uma mulher que estava no mesmo avião que uma paciente holandesa ligada ao surto de hantavírus no cruzeiro MV Hondius foi hospitalizada na Espanha após apresentar sintomas compatíveis com a doença, ampliando a preocupação das autoridades de saúde internacionais.
Mulher hospitalizada na Espanha estava em voo ligado ao caso?
A paciente apresentou tosse e outros sintomas compatíveis com hantavírus, segundo informou o secretário de Estado da Saúde da Espanha, Javier Padilla. Ela permanece isolada em um hospital enquanto aguarda o resultado dos exames.
A mulher estava no voo entre Joanesburgo, na África do Sul, e Amsterdã, na Holanda. A passageira holandesa que morreu após deixar o cruzeiro chegou a embarcar na aeronave, mas precisou desembarcar antes da decolagem.
Como a OMS explica o risco da doença?
A Organização Mundial da Saúde (OMS) reforçou que o risco de disseminação mundial permanece “absolutamente baixo”, apesar do monitoramento intenso da variante Andes, considerada rara e associada à possível transmissão entre humanos.
A entidade também afastou comparações com a pandemia de covid-19. A especialista Maria Van Kerkhove afirmou que o atual cenário “não é o começo de uma pandemia” e que o surto está sendo acompanhado de perto pelas autoridades sanitárias.
Quantos casos já foram registrados no surto do MV Hondius?
Até o momento, autoridades internacionais contabilizam oito casos ligados ao cruzeiro, incluindo três mortes. Segundo a OMS, cinco infecções foram confirmadas como hantavírus e outras três seguem sob investigação.
Entre as vítimas fatais estão um casal de holandeses e uma passageira alemã. Atualmente, passageiros também estão hospitalizados ou sob vigilância médica em países como:
- Holanda
- Alemanha
- Suíça
- África do Sul
Para onde irá o navio?
O navio MV Hondius, que se tornou o centro do alerta sanitário internacional, continua navegando em direção à ilha espanhola de Tenerife, nas Canárias. A previsão é de que cerca de 150 pessoas deixem a embarcação nos próximos dias.
As autoridades de saúde acompanham os passageiros devido ao longo período de incubação da cepa Andes, que pode chegar a até seis semanas. Isso aumenta a possibilidade de novos casos serem identificados nas próximas semanas.
O que se sabe sobre a cepa Andes do hantavírus?
O hantavírus normalmente está associado ao contato com roedores infectados, especialmente por meio da urina e fezes desses animais. A variante Andes, porém, é a única conhecida com registros de transmissão entre pessoas em contatos muito próximos.
Não existe vacina nem tratamento específico para a doença. Entre os principais sintomas estão febre, dores musculares, tosse e dificuldade respiratória, podendo evoluir rapidamente para quadros graves.
Qual a origem da infecção?
A origem exata do contágio continua indefinida. Segundo a OMS, o primeiro passageiro morto apresentou sintomas poucos dias após embarcar no cruzeiro, indicando que a infecção pode ter ocorrido antes da viagem marítima.
O casal holandês havia passado por Chile, Uruguai e Argentina antes de entrar no navio. Enquanto o Chile considera improvável que a infecção tenha ocorrido no país, autoridades argentinas afirmam que ainda não há elementos suficientes para determinar onde aconteceu o contágio.