A pesquisa Quaest divulgada nesta sexta-feira (14/8) trouxe um cenário menos favorável ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa eleitoral. Em um eventual segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), a vantagem do petista caiu de oito para três pontos percentuais em um intervalo de um mês.
Segundo interlocutores do PT e aliados de Lula, a redução estaria relacionada a uma sequência de episódios negativos envolvendo três pessoas próximas ao presidente: o senador Jaques Wagner (PT-BA), Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e Marco Aurélio Santana, o Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula.
Na avaliação dessas lideranças, as notícias envolvendo os três personagens contribuíram para aumentar o desgaste do governo e afetar a percepção dos eleitores sobre o presidente.
Casos negativos são citados por aliados
Entre os episódios mencionados pelos petistas está o fim do sigilo de uma investigação envolvendo Jaques Wagner no chamado Caso Master.
Também são citados os novos inquéritos contra Lulinha abertos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e a revelação de que Marcola teria recebido repasses da lobista Roberta Luchsinger.
Para os aliados de Lula, os três episódios ocorreram em um período curto e coincidiram com a redução gradual da vantagem do presidente nas pesquisas.
Em 15 de julho, Lula chegou a registrar oito pontos de vantagem sobre Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno. Em 5 de agosto, essa diferença havia caído para cinco pontos e, na pesquisa divulgada nesta sexta-feira, chegou a três.
Petistas não consideram cenário definitivo
Apesar da avaliação de que os episódios recentes contribuíram para a queda da vantagem, aliados de Lula não consideram o resultado atual definitivo.
A expectativa dentro do grupo político é de que a diferença volte a crescer com o início oficial da campanha eleitoral, previsto para domingo (16/8).
Os petistas também apostam que novos acontecimentos poderão modificar novamente o cenário eleitoral nas próximas semanas.
Entre as expectativas de integrantes do grupo está a divulgação de novos desdobramentos relacionados ao Caso Master que possam atingir o candidato do PL à Presidência.
O cenário, portanto, é tratado pelos aliados do presidente como uma disputa ainda aberta, na qual fatos políticos e novas informações podem influenciar o comportamento do eleitorado ao longo da campanha.