O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, afirmou nesta sexta-feira (25) que, caso seja eleito, pretende proibir as apostas online no Brasil. Segundo ele, o país enfrenta uma “epidemia de endividamento” provocada pelos jogos.
“Vai estar proibido o jogo do Tigrinho e vai estar proibido o cassino online”, afirmou.
Segundo informações de G1, Flávio declarou ser contrário a qualquer tipo de aposta, mas fez uma distinção em relação às apostas esportivas.
“Eu sempre fui contra os jogos. Sou contra os jogos. Tem que fazer essa distinção muito clara, porque uma coisa é você permitir, como já é permitido no Brasil há décadas, que brasileiros, por livre e espontânea vontade, possam apostar nos jogos que são reais, no jogo de futebol, e mesmo assim tem questionamentos. Sou contra, mas é o que está em vigor”, disse.
O candidato também criticou a regulamentação das bets durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo Flávio, a medida contribuiu para o aumento do endividamento das famílias.
“A partir da regulamentação do Lula, ele liberou, deixou de ser contravenção o cassino online, o jogo do Tigrinho, e a consequência está aí, famílias endividadas, achando que isso é um tipo de investimento”, afirmou.
Flávio participou da formatura de 497 novos soldados da Polícia Militar do Rio de Janeiro (PMERJ), realizada no Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (CFAP), em Sulacap, na Zona Oeste do Rio.
Segurança pública
Durante o evento, o candidato também afirmou que, em um eventual governo, pretende promover uma atuação integrada das forças de segurança e declarou que pretende “declarar guerra” aos narcotraficantes.
“Vamos recuperar cada metro, cada rua, cada bairro, cada cidade, cada território, para devolver a soberania aos brasileiros. E eles são peça fundamental nisso. Os policiais militares, no caso, todos os demais policiais de segurança pública, vão estar inseridos, e a partir de janeiro do ano que vem vamos declarar guerra aos narcoterroristas. E os policiais de todo o Brasil vão ser peça fundamental”, afirmou.
Viagem em avião ligado ao Banco Master
Flávio Bolsonaro também voltou a comentar nesta sexta-feira a viagem que fez em janeiro de 2025 dos Estados Unidos para o Brasil com a família.
A viagem ocorreu a convite do advogado e empresário Willer Tomaz, em uma aeronave administrada por uma empresa ligada ao banqueiro Daniel Vorcaro, do extinto Banco Master.
O senador afirmou que a viagem não teve relação com Vorcaro e disse que estava no avião a convite de Willer, a quem atribuiu a propriedade da aeronave.
“É importante falar que a questão de eu ter viajado no avião do Willer, a convite dele, e estava junto à minha esposa, às minhas filhas, não tem absolutamente nada a ver com o Vorcaro. Se estão partindo da premissa de que ter cota de avião é ser dono do avião, eu viajei com o dono do avião, que é o Willer. Não tem nada a ver com o Vorcaro”, declarou.
