O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (25) que qualquer embarcação que tentar instalar novas minas no Estreito de Ormuz será alvo de um ataque americano.
A declaração foi publicada por Trump na rede Truth Social. Segundo o presidente, a Marinha dos EUA informou que as minas existentes nas águas internacionais do estreito teriam sido retiradas ou detonadas.
“Acabei de ser informado pela Marinha dos Estados Unidos que todas as minas foram removidas e/ou detonadas nas águas internacionais do Estreito de Ormuz. O Irã foi notificado de que qualquer navio ou embarcação que colocar novas minas será imediata e sistematicamente destruído. Através da Força Espacial, estamos monitorando cada centímetro quadrado do Estreito, assim como fazemos com a Montanha Pickaxe e os outros três locais nucleares já destruídos. Há uma política de tolerância zero para a colocação de minas em pleno vigor”, escreveu.
Trump também afirmou que os Estados Unidos utilizam recursos de monitoramento por satélite para acompanhar a região do estreito e identificar possíveis novas operações de instalação de minas.
Trump acusa Irã de matar manifestantes
Em outra publicação feita mais cedo, o presidente americano voltou a criticar o governo iraniano e afirmou que Teerã continua reprimindo manifestantes contrários ao regime.
Trump classificou a situação como uma crise humanitária e defendeu que ela seja interrompida.
“A República Islâmica do Irã, em crise, não está pagando grandes contingentes de suas Forças Armadas. Ao mesmo tempo, mata manifestantes, mesmo quando não estão protestando, em níveis nunca antes vistos. É uma crise humanitária de proporções épicas e precisa ser interrompida agora”.
As declarações ocorrem em meio ao aumento da pressão americana sobre o governo iraniano.
EUA mantêm possibilidade de ação militar
Na segunda-feira (24), o secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou que o governo americano não descarta recorrer novamente à força militar contra o Irã.
A declaração foi dada no mesmo dia em que Washington anunciou novas medidas econômicas contra Teerã. A estratégia americana combina pressão financeira com a manutenção da possibilidade de ações militares na região.
“De forma alguma descartamos o uso de ataques cinéticos em qualquer ponto do Estreito de Ormuz ou nos arredores do Irã”, disse Hegseth a repórteres, acrescentando que o Irã não conseguiria suportar a pressão econômica a que estava sendo submetido.
Na mesma ocasião, os Estados Unidos anunciaram uma nova rodada de sanções contra o Irã e advertiram países e empresas que mantiverem determinadas relações econômicas com o regime iraniano.
A ofensiva diplomática e econômica aumenta a pressão sobre Teerã, enquanto Washington mantém aberta a possibilidade de uma nova intervenção militar caso considere necessário.
O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas marítimas para o transporte mundial de petróleo e gás, o que faz da segurança da região um ponto estratégico para os Estados Unidos e para o mercado internacional de energia.
