A disputa judicial envolvendo a Trump Media & Technology Group, a Rumble e o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes ganhou um novo capítulo nos Estados Unidos.
Na terça-feira (7), a juíza Mary Scriven decidiu conceder mais uma semana para que as duas empresas apresentem resposta ao pedido da Advocacia-Geral da União que solicita a extinção da ação movida contra o magistrado brasileiro.
Inicialmente, a Trump Media e a Rumble tinham até essa terça-feira para se manifestar sobre o pedido apresentado pelo governo brasileiro. Antes do vencimento do prazo, porém, as empresas solicitaram uma prorrogação.
A AGU se posicionou contra o adiamento, alegando que as empresas buscavam criar uma “urgência artificial” para retardar o andamento do processo e que já haviam tido tempo suficiente para elaborar a resposta.
Como parte da argumentação, os representantes do governo brasileiro citaram declarações concedidas pelo advogado das empresas, Martin De Luca, em entrevista à imprensa. Segundo a AGU, se a defesa teve disponibilidade para conceder entrevistas, também teria condições de responder ao pedido judicial.
Na manifestação apresentada à Corte, a AGU afirmou que a estratégia processual não deveria ser recompensada com a concessão de prazo adicional.
Apesar da oposição do governo brasileiro, a juíza autorizou a prorrogação e fixou o dia 14 de julho como novo prazo para a apresentação da resposta das empresas.
Entenda o caso
A Rumble, plataforma de compartilhamento de vídeos popular entre usuários conservadores nos Estados Unidos, foi suspensa no Brasil por decisão de Alexandre de Moraes em fevereiro de 2025, após, segundo o ministro, descumprir determinações da Justiça brasileira.
Na ocasião, Moraes afirmou que a plataforma vinha sendo utilizada por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro para a divulgação de desinformação e ataques às instituições democráticas. O ministro também sustentou que empresas que operam em território brasileiro devem cumprir a legislação nacional.
Na ação apresentada à Justiça norte-americana, a Trump Media e a Rumble alegam que Moraes determinou de forma ilegal o bloqueio de perfis de usuários residentes nos Estados Unidos em plataformas sediadas naquele país. As empresas também acusam o ministro de promover censura contra conteúdos políticos publicados por usuários alinhados à direita, entre eles o influenciador Allan dos Santos.
