O plano apresentado pela pré-campanha de Flávio Bolsonaro prevê a oferta de internet gratuita para cerca de 70 milhões de mulheres. A entrega de celulares, no entanto, não seria destinada automaticamente a todo esse público e ainda está em fase de avaliação.
Segundo a proposta, os aparelhos seriam disponibilizados apenas para pessoas que não têm condições financeiras de adquirir um telefone, com prioridade para mulheres de baixa renda e idosos.
O acesso à internet seria realizado por meio de um bônus de dados móveis. A iniciativa tem como objetivo facilitar o acesso a serviços como o Gov.br e a Central da Mulher, uma plataforma que reuniria informações e atendimentos relacionados à saúde, qualificação profissional, crédito, formalização de pequenos negócios e apoio a vítimas de violência.
Daniella Marques, responsável pela elaboração do programa, afirma que a conectividade será uma estrutura essencial na era da inteligência artificial, assim como investimentos em rodovias, ferrovias e energia tiveram papel importante no desenvolvimento econômico no passado.
Segundo ela, a digitalização dos serviços públicos perde eficiência quando parte da população, especialmente a de baixa renda, não possui acesso à internet para utilizar essas ferramentas.
O financiamento da iniciativa viria principalmente do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust), que recebe recursos provenientes de uma contribuição de 1% sobre a receita das empresas de telecomunicações. A proposta também prevê a busca por parcerias com operadoras de telefonia.
De acordo com Daniella Marques, o programa não dependeria da criação de novos impostos ou de uma nova fonte de arrecadação. A ideia seria utilizar recursos já existentes e possíveis contrapartidas das empresas para ampliar a inclusão digital.
Flávio Bolsonaro afirmou que a campanha já iniciou conversas com empresas do setor interessadas em participar da iniciativa. Ainda não foram definidos detalhes como o tamanho do pacote de dados, os critérios para receber os aparelhos e a divisão dos custos entre o Fust e as operadoras.
A oferta de internet gratuita já é tratada como uma proposta oficial da pré-campanha. Já a distribuição de celulares continua sendo avaliada e ainda não foi confirmada como parte definitiva do programa.
