O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, consultou a ministra Cármen Lúcia sobre a possibilidade de ela assumir a condução dos pedidos de investigação e das menções a ministros da Corte relacionados ao caso Master. Segundo o texto, Cármen Lúcia recusou a proposta.
De acordo com integrantes do Supremo, a ministra não teria demonstrado interesse em assumir a condução das apurações.
Ao menos cinco dos dez ministros do STF são mencionados, em diferentes níveis de gravidade, em diálogos atribuídos a Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, que está preso.
Já existem pedidos de investigação envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça.
No caso de Moraes, ele teria mantido conversas com Vorcaro às vésperas da operação que resultou na prisão do banqueiro. O escritório da esposa do ministro foi contratado por R$ 129 milhões para defender interesses do Master em diferentes esferas.
Mendonça, que era relator da investigação, é acusado de ter direcionado os trabalhos para determinados alvos políticos dentro e fora do tribunal. O ministro esteve com Vorcaro em São Paulo e recebeu recursos, em um instituto que fundou, de um parceiro de negócios do empresário.
Outros ministros são citados
Nunes Marques também aparece nas informações relacionadas ao caso. Segundo o texto, ele teria participado de eventos divulgados por Vorcaro, além de haver pedidos relacionados a viagens e benefícios em camarotes e mansões.
Há ainda um contrato que previa o pagamento de até R$ 427 milhões em honorários a uma advogada identificada por Vorcaro como “grupo de KN”. Segundo o portal Metrópoles, a expressão seria uma referência ao ministro.
Dias Toffoli também já havia sido apontado pela Polícia Federal como figura relacionada ao banqueiro, inclusive em negócios envolvendo um resort.
O filho do ministro Luiz Fux, por sua vez, aparece em mensagens trocadas durante cerca de um ano como interlocutor de interesses de Vorcaro.
Procurados por meio da assessoria do Supremo, Edson Fachin e Cármen Lúcia não responderam. O espaço permanece aberto para manifestações.
Até o momento, segundo o texto, Fachin ainda não definiu como deverá conduzir as questões relacionadas às menções e aos pedidos de investigação envolvendo integrantes