O cientista político Antônio Lavareda afirmou que, se a eleição presidencial fosse realizada hoje, o senador Flávio Bolsonaro seria o favorito no cenário atual. Segundo ele, um dos fatores que podem influenciar a disputa é a maior taxa de abstenção entre eleitores de baixa renda, grupo no qual o presidente Luiz Inácio Lula da Silva concentra parte significativa de seus votos.
Em entrevista ao Agora Metrópoles, Lavareda afirmou que, embora Flávio e Lula apareçam numericamente empatados em uma projeção de segundo turno, a diferença no comparecimento às urnas pode alterar o resultado efetivo da votação.
De acordo com o cientista político, um agregador do IPESP Analítica aponta Lula com 39% das intenções de voto no primeiro turno, contra 36% de Flávio Bolsonaro. No segundo turno, os dois aparecem com 44% cada.
Lavareda avaliou que uma diferença de dois ou três pontos percentuais no primeiro turno poderia desaparecer nas urnas caso o padrão de abstenção entre eleitores de menor renda se confirme.
Voto útil pode favorecer Flávio
Outro fator citado pelo cientista político é o chamado voto útil. Segundo Lavareda, esse movimento já estaria ocorrendo e beneficiando Flávio Bolsonaro, enquanto candidatos de menor expressão perderiam espaço nas pesquisas.
Na avaliação dele, terminar o primeiro turno à frente de Lula poderia produzir um efeito sobre a mobilização dos eleitores para a segunda etapa da disputa.
Apesar da análise, Lavareda ressaltou que a eleição ainda não está definida e que o cenário pode mudar até a votação. Segundo ele, o resultado do primeiro turno permanece imprevisível diante das margens estreitas registradas nas pesquisas e do comportamento do eleitorado.
No segundo turno, conforme a análise apresentada pelo cientista político, a abstenção também poderia afetar Lula de maneira mais significativa. Lavareda destacou, porém, que a eleição não ocorre neste momento e que ainda há tempo para mudanças no cenário eleitoral.
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