O ex-deputado federal Marco Antônio Cabral, do Solidariedade, está entre os alvos da nova fase da Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (2), no Rio de Janeiro.
A ação é um desdobramento das investigações que apuram o suposto vazamento de informações sigilosas para o Comando Vermelho (CV) e, agora, avançam sobre indícios de lavagem de dinheiro ligados à chamada Máfia do Cigarro.
Filho do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, Marco Antônio foi alvo de um mandado de busca e apreensão cumprido por agentes da Polícia Federal.
A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Entre os presos nesta etapa está o pastor Marcio Poncio, investigado por supostas ligações com o esquema.
Segundo os investigadores, o nome de Poncio aparece em documentos apreendidos durante a operação que resultou na prisão do contraventor Adilsinho, em fevereiro deste ano.
De acordo com a Polícia Federal, esta nova fase busca aprofundar as investigações sobre possíveis práticas de lavagem de dinheiro envolvendo integrantes da nova cúpula do jogo do bicho no estado e eventuais conexões com membros dos poderes Executivo e Legislativo do Rio de Janeiro.
Ao todo, estão sendo cumpridos 14 mandados de busca e apreensão em endereços localizados na capital fluminense e em São João de Meriti, na Baixada Fluminense.
As investigações tiveram origem após a apreensão de listas em posse de Adilsinho, que, segundo a PF, conteriam registros de supostos pagamentos irregulares, doações eleitorais e movimentações financeiras relacionadas à lavagem de dinheiro da Máfia do Cigarro.
Os documentos chamaram a atenção dos investigadores por indicarem possíveis repasses diretos de recursos a agentes políticos do estado.
Com a nova etapa da operação, a Polícia Federal pretende aprofundar a análise do material recolhido, rastrear o fluxo financeiro investigado e identificar possíveis beneficiários, intermediários e operadores do esquema criminoso.
