Uma pesquisa divulgada pelo instituto RealTime Big Data nesta terça-feira (21) aponta que a maioria dos brasileiros é favorável a mudanças na estrutura e no funcionamento do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o levantamento, 87% dos entrevistados consideram importante uma reforma na Corte.
De acordo com os dados, 72% afirmam que a proposta é “muito importante”, enquanto 15% a classificam como “razoavelmente importante”. Apenas 8% disseram que uma reforma no STF não é importante.
O levantamento avaliou a opinião dos brasileiros sobre um conjunto de propostas que vêm sendo debatidas no Congresso Nacional. Entre elas estão a criação de mandato de 15 anos para os ministros do Supremo, a definição de idade mínima de 60 anos para novas indicações, o fim das decisões monocráticas — quando um único ministro decide sobre um processo — e a tramitação automática de pedidos de impeachment de ministros quando houver maioria favorável no Senado.
A pesquisa também mostrou diferenças no nível de apoio conforme a preferência eleitoral dos entrevistados. Entre os eleitores identificados com candidatos da direita, o apoio à reforma é mais elevado. Entre os que declararam voto em Jair Bolsonaro (representado no levantamento por Romeu Zema), 88% consideram as mudanças muito importantes. Entre os eleitores de Ronaldo Caiado, o índice chega a 81%.
No eleitorado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a proposta também registra apoio majoritário. Segundo a pesquisa, 64% dos entrevistados que declararam intenção de voto no petista avaliam a reforma como muito importante.
O debate sobre mudanças no funcionamento do Supremo ganhou força nos últimos anos em meio a divergências entre o Congresso Nacional e o Judiciário. Parlamentares defendem alterações para limitar decisões individuais dos ministros e modificar as regras de permanência no cargo.
Já integrantes do STF argumentam que propostas dessa natureza precisam preservar a autonomia da Corte e alertam que mudanças podem afetar a independência do Poder Judiciário.
Embora diversas propostas já tenham sido apresentadas no Congresso, nenhuma foi aprovada até o momento. A expectativa é que o tema continue em discussão durante o período eleitoral e permaneça entre os principais assuntos do debate político até as eleições presidenciais de 2026.