O caso de Elize Matsunaga, condenada pelo assassinato e esquartejamento do empresário Marcos Matsunaga, voltou a ganhar repercussão após o lançamento de Elize: Sombras de Uma Mulher, novo filme da Netflix. A produção de ficção retrata o relacionamento entre Elize e Marcos antes do crime e apresenta a versão de que o empresário teria tentado internar a então esposa em uma clínica psiquiátrica para assumir o romance com Elize.
O longa também mostra que Marcos conheceu Elize quando ainda era casado e ela trabalhava como acompanhante de luxo. Na obra, a primeira esposa do empresário é chamada de Rafaela. Já o livro Elize Matsunaga: A mulher que esquartejou o marido, do jornalista Ullisses Campbell, identifica a ex-companheira como Lívia de Sousa.
Na produção da Netflix, Elize demonstra incômodo com o fato de Marcos continuar casado enquanto mantinha o relacionamento extraconjugal. Em uma das cenas, o empresário sugere que teria internado a esposa para poder investir na relação com a futura companheira.
Entretanto, a versão apresentada no livro biográfico é diferente. Segundo a obra, Lívia foi internada após desenvolver um quadro de depressão provocado pelo fim do casamento. Ainda conforme o relato, Marcos decidiu assumir o relacionamento com Elize somente depois que o caso extraconjugal foi descoberto.
O livro não apresenta evidências de que Marcos Matsunaga tenha planejado a internação da ex-esposa para permanecer com Elize. De acordo com a publicação, após descobrir a traição, Lívia deixou a residência levando a filha do casal.
Ex-esposa negou outra acusação feita por Elize
Durante o julgamento de Elize Matsunaga, em 2016, Lívia também contestou outra acusação feita pela ex-companheira de Marcos. Na ocasião, Elize afirmou que o empresário teria tentado envenenar a ex-esposa durante o casamento.
“Venho, pela presente, declarar que essa afirmação, noticiada pela imprensa, de que eu teria sido envenenada por Marcos Matsunaga, meu ex-marido, é totalmente absurda e infundada. Isso jamais ocorreu”, escreveu a ex-mulher em um e-mail encaminhado à acusação.
Elize Matsunaga foi condenada, em 2016, a 19 anos e 11 meses de prisão pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Em 2019, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) reduziu a pena para 16 anos e três meses. Já em 2022, a Justiça concedeu liberdade condicional à condenada.
