Os Estados Unidos enviaram, nesta terça-feira (21), um voo com ajuda humanitária para Cuba e anunciaram um novo pacote de assistência no valor de US$ 100 milhões destinado à população da ilha. A iniciativa ocorre em meio ao agravamento da crise econômica cubana e ao aumento da pressão do governo norte-americano sobre o regime comunista.
Segundo o Departamento de Estado dos EUA, a ajuda será direcionada exclusivamente aos cidadãos cubanos, sem passar pelo governo da ilha. O objetivo, de acordo com Washington, é garantir que os recursos cheguem diretamente às famílias em situação de vulnerabilidade.
A primeira remessa inclui alimentos e kits de higiene suficientes para atender até 700 famílias. A distribuição será realizada pela Catholic Relief Services, agência humanitária ligada à comunidade católica dos Estados Unidos, em parceria com paróquias locais em Cuba.
O Departamento de Estado informou que o modelo foi adotado após uma experiência anterior considerada bem-sucedida. Antes desse novo envio, os EUA já haviam destinado cerca de US$ 9 milhões em assistência humanitária, também distribuída por meio da Igreja Católica.
Em nota, o governo norte-americano afirmou que o sistema de distribuição busca impedir que os produtos sejam desviados.
“A entrega direta de produtos humanitários por representantes das paróquias locais garantirá que a assistência essencial dos EUA chegue aos cubanos comuns necessitados, sem qualquer possibilidade de desvio ou roubo por parte do regime”, informou o Departamento de Estado.
O pacote de ajuda faz parte da estratégia anunciada pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, que, em maio, prometeu uma assistência sem precedentes ao povo cubano, ao mesmo tempo em que ampliou as sanções econômicas contra o governo de Havana. Entre as medidas adotadas por Washington estão o bloqueio da maior parte dos embarques de petróleo para a ilha e o endurecimento das restrições financeiras.
Inicialmente, o governo cubano recebeu a proposta de ajuda com cautela e rejeitou os apelos dos Estados Unidos por reformas políticas, atribuindo ao embargo norte-americano a responsabilidade pelas frequentes quedas de energia e pela escassez de alimentos e produtos básicos.
No entanto, diante do agravamento da crise econômica e das negociações mantidas com representantes do governo do presidente Donald Trump, as autoridades cubanas acabaram aceitando o envio da assistência humanitária.
A expectativa é de que novas remessas sejam realizadas nos próximos meses como parte do programa de US$ 100 milhões anunciado pelos Estados Unidos.
