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Início Brasil

Diretor da PF e Ministro da Justiça estão no radar de Mendonça que pode abrir investigação criminal contra os dois

Por Junior Melo
06/jul/2026
Em Brasil
Os ministros do STF, André Mendonça e Alexandre de Moraes — Foto: Victor Piemonte/STF

Os ministros do STF, André Mendonça e Alexandre de Moraes — Foto: Victor Piemonte/STF

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O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, teria manifestado nos bastidores preocupação com a decisão do Ministério da Justiça de determinar o retorno de mais de cem policiais federais cedidos a órgãos da administração pública.

Segundo informações divulgadas pelo blog do jornalista Paulo Cappelli, Mendonça alertou integrantes do governo de que, caso a medida alcançasse o STF, ela poderia ser interpretada como uma tentativa de obstrução da Justiça, com potencial para motivar a abertura de uma nova investigação.

Atualmente, Mendonça é relator de investigações consideradas sensíveis na Corte, entre elas o caso Master e o inquérito sobre supostos desvios bilionários em benefícios do INSS.

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Delegados seguem atuando no STF

De acordo com a publicação, quatro delegados da Polícia Federal atuam atualmente em apoio a ministros do Supremo. Dois trabalham no gabinete de André Mendonça, um auxilia o ministro Luiz Fux e outro integra a equipe do ministro Alexandre de Moraes.

Mais de 50 órgãos da administração pública já teriam sido notificados sobre a determinação do Ministério da Justiça. Até o momento, porém, o STF não recebeu ofício relacionado à medida, permitindo que os delegados permaneçam em suas funções.

Governo cita combate ao crime organizado

Segundo a versão apresentada pelo governo federal, o retorno dos policiais busca reforçar o efetivo da Polícia Federal no enfrentamento ao crime organizado.

Nos bastidores do Supremo, entretanto, integrantes da Corte demonstraram ceticismo em relação à justificativa. Conforme relatos publicados pelo blog, há receio de que a medida possa interferir no andamento de investigações relevantes em período próximo às eleições presidenciais.

Uma fonte da Polícia Federal, ouvida sob condição de anonimato, comparou o impacto da iniciativa a “jogar um copo d’água no Rio Tietê e dizer que isso vai melhorar a qualidade da água”, em referência ao efeito prático da medida.

Durante café da manhã com jornalistas na última sexta-feira (3), o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou que o Ministério da Justiça ainda avalia a situação dos delegados cedidos ao STF.

Segundo ele, ainda não há decisão definitiva porque será feita uma análise sobre a importância estratégica das funções desempenhadas pelos policiais.

Procurado pela reportagem original, o gabinete de André Mendonça não se manifestou.

Investigação envolvendo filho de Lula

A publicação também afirma que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva estaria pressionando pelo arquivamento de uma investigação envolvendo o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, no âmbito das apurações sobre supostas fraudes no INSS.

Segundo o blog, uma das personagens centrais da investigação é a empresária Roberta Luchsinger, alvo de mandados de busca e apreensão e de quebra de sigilo por decisão de André Mendonça.

As investigações da Polícia Federal apuram se Roberta teria atuado como intermediária entre Fábio Luís Lula da Silva e Antônio Camilo Antunes. Conforme a PF, o filho do presidente teria, em tese, a possibilidade de atuar como sócio oculto do investigado, hipótese negada por sua defesa.

Nota: As informações sobre os bastidores, o suposto alerta de André Mendonça e a alegada pressão do governo são atribuídas ao blog que publicou a reportagem. Não há confirmação oficial desses relatos por parte do STF ou do governo federal.

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