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Início Mundo

Grave: China retoma testes nucleares em submarinos após 44 anos

Por Junior Melo
06/jul/2026
Em Mundo
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A China voltou a chamar a atenção da comunidade internacional ao realizar um raro teste de um míssil com capacidade nuclear lançado de submarino no Oceano Pacífico. A operação aconteceu nesta segunda-feira (6) e marcou o primeiro lançamento conhecido desse tipo em 44 anos, aumentando as preocupações sobre o fortalecimento do arsenal estratégico de Pequim.

O teste provocou reações imediatas de países da região Ásia-Pacífico. Japão, Austrália e Nova Zelândia manifestaram preocupação com as intenções do governo chinês, destacando os riscos que o avanço militar pode representar para a estabilidade regional.

Enquanto isso, a Rússia saiu em defesa da China e classificou o lançamento como uma ação legítima, reforçando a parceria estratégica entre os dois países em meio ao cenário de crescente tensão internacional.

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O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Mark Rutte, também comentou o episódio. Segundo ele, o teste serve como um alerta para os países ocidentais.

“Isso, novamente, é evidência de que nós não podemos ser ingênuos. E nós não somos”, afirmou Rutte, que participa da cúpula da aliança militar a partir desta terça-feira (7), em Ancara, na Turquia.

De acordo com a agência estatal chinesa Xinhua, o lançamento fez parte de um treinamento considerado “rotineiro” e não teve nenhum país como alvo específico. Mesmo assim, o governo chinês manteve em sigilo detalhes importantes da operação.

As autoridades não revelaram qual modelo de míssil foi utilizado. Entre as possibilidades estão o JL-2, que possui alcance estimado de até 8 mil quilômetros, e o mais moderno JL-3, capaz de atingir aproximadamente 12 mil quilômetros, ampliando significativamente o poder de alcance da força nuclear chinesa.

O teste acontece em um momento de crescente disputa geopolítica entre China e países ocidentais, especialmente em questões relacionadas à segurança no Indo-Pacífico. A demonstração de capacidade militar reforça o debate sobre a corrida armamentista e deve permanecer no centro das discussões internacionais nos próximos dias.

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