O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) divulgou uma nota nesta quarta-feira (22) afirmando que não colocou em dúvida a segurança do sistema eleitoral brasileiro durante um encontro com diplomatas estrangeiros realizado em Brasília.
O esclarecimento foi publicado após repercussão de um trecho de seu discurso em que mencionou as urnas eletrônicas e o processo eleitoral na Venezuela.
Segundo a nota, Flávio Bolsonaro defende a realização de missões internacionais de observação eleitoral como prática comum em diversas democracias e afirma que essa medida contribui para ampliar a transparência e a confiança no processo eleitoral brasileiro.
“O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, não coloca em dúvida o processo eleitoral brasileiro. O convite para a presença de observadores internacionais segue uma prática adotada em diversas democracias e reforça a transparência no sistema eleitoral”, diz o comunicado.
A nota afirma ainda que a declaração do senador foi interpretada de forma equivocada. De acordo com o texto, Flávio apenas fez referência à reunião realizada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro com embaixadores, episódio que contribuiu para sua inelegibilidade, e a um relatório divulgado pela CIA sobre supostas irregularidades nas eleições da Venezuela.
Durante o encontro com os diplomatas, Flávio declarou que uma das suspeitas envolvendo o processo eleitoral venezuelano estaria relacionada à empresa Smartmatic e acrescentou que “muitas dessas máquinas que são utilizadas nas eleições brasileiras têm a mesma origem dessa empresa venezuelana”.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por sua vez, afirma que a Smartmatic nunca forneceu urnas eletrônicas utilizadas nas eleições brasileiras.
Além de Flávio Bolsonaro, o comunicado é assinado pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador-geral da pré-campanha presidencial, e pela advogada Maria Claudia Bucchianeri, coordenadora jurídica da equipe.
No texto, a pré-campanha reafirma sua “integral confiança no sistema eleitoral brasileiro” e defende a ampliação da participação de observadores internacionais, argumentando que essas missões contribuem para fortalecer a transparência, a integridade e a confiança pública nas eleições.
