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Início Justiça

Toffoli nega extradição de iraniana e cita proteção à filha brasileira

Por Junior Melo
12/jun/2026
Em Justiça
Foto: Victor Piemonte/STF

Foto: Victor Piemonte/STF

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, negou um pedido de extradição apresentado pelo governo do Irã contra uma cidadã iraniana acusada de fraude em seu país de origem. A decisão foi tomada após o magistrado identificar falhas no processo encaminhado pelas autoridades iranianas e considerar os impactos que a medida teria sobre uma criança brasileira.

Segundo Toffoli, o Estado iraniano não forneceu informações consideradas essenciais para a análise do pedido, além de não cumprir requisitos previstos na legislação brasileira para processos de extradição.

Interesse da criança foi determinante

Um dos principais argumentos da decisão foi a situação familiar da investigada. O ministro destacou que a mulher é mãe de uma criança brasileira nata, que depende dos pais para seu desenvolvimento e sustento.

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De acordo com o entendimento do relator, a extradição poderia provocar prejuízos significativos à menor, contrariando o princípio do melhor interesse da criança, previsto tanto na Constituição Federal quanto em tratados internacionais dos quais o Brasil é signatário.

Falhas no pedido do Irã

Na decisão, Toffoli apontou que o pedido encaminhado pelo governo iraniano apresentava lacunas relevantes e não atendia integralmente às exigências legais brasileiras para a entrega de uma pessoa a outro país.

O magistrado avaliou que a ausência dessas informações comprometeu a análise do caso e impediu o avanço do processo de extradição.

Medidas cautelares foram revogadas

Com a negativa do pedido, o ministro também determinou a revogação das medidas cautelares que haviam sido impostas à cidadã iraniana durante a tramitação do processo.

A decisão encerra, no âmbito do STF, a solicitação feita pelo Irã para que a mulher fosse enviada ao país de origem para responder às acusações de fraude.

O caso reforça o entendimento da Justiça brasileira de que pedidos de extradição devem cumprir rigorosamente os requisitos legais e respeitar garantias constitucionais, especialmente quando envolvem direitos de crianças e vínculos familiares estabelecidos no Brasil.

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