O publicitário Guilherme Henrique Sodré foi alvo de medidas da Polícia Federal nesta quinta-feira (18/6), no âmbito da 9ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga supostas irregularidades envolvendo o Banco Master.
Segundo decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, Sodré é descrito nos autos como uma “pessoa próxima e de confiança” do senador Jaques Wagner, atuando como suposto articulador entre o núcleo empresarial ligado ao banco, o entorno pessoal do parlamentar e interlocuções relacionadas ao gabinete.
As investigações resultaram no cumprimento de 18 mandados de busca e apreensão na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal. Além disso, o STF determinou medidas cautelares, como a suspensão de passaportes e a proibição de contato entre investigados.
Casado desde dezembro de 2025 com a desembargadora Maria de Lourdes Pinho Medauar, Sodré já era conhecido das autoridades. Ele havia sido citado em investigações anteriores da Polícia Federal em 2008, quando foi apontado em apurações relacionadas ao banqueiro Daniel Dantas.
Antes do atual casamento, Sodré foi casado com Fátima Mendonça, com quem teve Eduardo Mendonça Sodré Martins, também citado nas investigações recentes da mesma operação.
A decisão judicial ainda aponta que o publicitário teria atuado como intermediador em diferentes frentes de relacionamento entre agentes políticos e empresários investigados, embora os detalhes completos da apuração permaneçam sob sigilo.
Paralelamente, a operação também menciona conexões familiares indiretas envolvendo o procurador-geral de Justiça da Bahia, Pedro Maia Souza Marques, cujo irmão teria atuado em tratativas financeiras relacionadas a empresas investigadas no caso.
As investigações seguem em andamento sob responsabilidade da Polícia Federal, com supervisão do STF, e buscam esclarecer o eventual fluxo de relações políticas, empresariais e financeiras ligadas ao Banco Master.
