A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta terça-feira (2/6) uma operação para investigar um ex-chefe da Receita Federal suspeito de receber pelo menos R$ 2 milhões em propina para favorecer empresários em processos de importação e exportação. Na região de Campinas, foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão.
Como a investigação aponta esquema de favorecimento a empresários?
Segundo a Polícia Federal, o servidor utilizava a posição que ocupava na unidade da Receita Federal em Itajaí (SC) para facilitar trâmites alfandegários e atender interesses de empresários envolvidos em operações comerciais.
As apurações indicam que ele também teria atuado na criação de soluções logísticas voltadas a beneficiar os investigados, utilizando sua influência dentro da administração pública para agilizar processos. As informações são do g1.
Como funcionava o suposto esquema de propina?
De acordo com os investigadores, o ex-chefe da Receita teria recebido valores ilícitos em troca de vantagens concedidas a empresários que dependiam de liberações e procedimentos relacionados ao comércio exterior.
A PF afirma ainda que o dinheiro era ocultado por meio de empresas registradas em nome de familiares, estratégia que teria sido utilizada para dar aparência de legalidade aos recursos recebidos.
Quais cidades foram alvo da operação da PF?
A ofensiva ocorreu simultaneamente em municípios de São Paulo e Santa Catarina. Ao todo, foram expedidos 24 mandados de busca e apreensão, além do afastamento do principal investigado de suas funções públicas por determinação judicial. Os mandados foram distribuídos entre as seguintes cidades:
- Campinas: 8 mandados
- Paulínia: 2 mandados
- Valinhos: 1 mandado
- Hortolândia: 1 mandado
- São Paulo: 3 mandados
- Guarulhos: 3 mandados
- Itajaí: 3 mandados
- Santana de Parnaíba: 2 mandados
- Barueri: 1 mandado
Por que a região de Campinas concentrou metade das buscas?
A região de Campinas foi uma das principais áreas atingidas pela operação. Das 24 ordens judiciais cumpridas, metade ocorreu em municípios da região, demonstrando a relevância dos alvos localizados no interior paulista.
Campinas liderou o número de buscas, com oito mandados executados. Também houve diligências em Paulínia, Valinhos e Hortolândia, cidades que integram um dos polos econômicos mais importantes do estado.
Materiais apreendidos podem ampliar a investigação
Os documentos, equipamentos eletrônicos e demais materiais recolhidos durante as buscas passarão por análise técnica da Polícia Federal. O objetivo é reunir novas evidências sobre o funcionamento do esquema investigado.
A corporação também pretende identificar possíveis participantes ainda não mapeados e verificar a existência de outros crimes relacionados às atividades suspeitas. A operação contou com apoio da Receita Federal, que colaborou nas diligências realizadas.
O que pode acontecer com os investigados?
Com o avanço das investigações, a Polícia Federal buscará confirmar a origem dos recursos movimentados e o papel desempenhado por cada suspeito dentro do esquema investigado.
Caso as irregularidades sejam comprovadas, os envolvidos poderão responder por crimes relacionados à corrupção, lavagem de dinheiro, associação criminosa e outras infrações que venham a ser identificadas durante a análise do material apreendido.