A operação da Polícia Civil em São Paulo que atingiu nesta segunda-feira (1/6) a prefeitura e entidades parceiras gerou reação de Flávio Bolsonaro, que negou qualquer ligação do caso com o filme Dark Horse, ligado à produtora investigada.
O que disse Flávio Bolsonaro sobre a operação?
O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, afirmou que a investigação “não tem nada a ver com o filme” Dark Horse, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo ele, é preciso aguardar a apresentação completa das informações antes de conclusões. A declaração foi dada na chegada ao evento Projeto Prisma-RJ, em meio à repercussão da operação.
O que investiga a operação da Polícia Civil em São Paulo?
A ação da Polícia Civil apura possíveis irregularidades na execução do programa WiFi Livre SP, especialmente na implantação de pontos de internet em comunidades da capital paulista.
Também há investigação sobre um possível vínculo entre a gestão municipal e o ICB Instituto Conhecer Brasil, que teria relação com a produtora Go Up Entertainment. A produtora Go Up Entertainment é ligada a Karina Ferreira da Gama, apontada como peça central na apuração do suposto elo com contratos públicos.
Qual é a relação investigada entre o contrato e a produtora?
A apuração envolve a suspeita de conexão entre contratos do programa de conectividade e empresas associadas à produção do filme Dark Horse. A investigação busca esclarecer eventuais conflitos administrativos.
A empresária Karina Ferreira da Gama, identificada como dona da Go Up Entertainment, também estaria ligada ao instituto investigado, o que levanta dúvidas sobre a estrutura dos acordos firmados.
O que dizem a Prefeitura de São Paulo e Ricardo Nunes sobre o caso?
A gestão municipal afirma colaborar com as investigações e nega irregularidades nos contratos relacionados ao programa de internet gratuita. O prefeito Ricardo Nunes declarou que as informações divulgadas não refletem a realidade dos contratos firmados.
Antes de apresentar os detalhes, a administração reforçou alguns pontos principais sobre a operação, destacando sua versão oficial:
- O contrato previa 3.200 pontos de acesso, não 5.000 efetivamente pagos
- A expansão para 5.000 pontos era apenas uma possibilidade futura
- O aditivo citado seria destinado apenas à manutenção da rede já instalada
O que aponta o programa WiFi Livre SP e os números investigados?
O programa WiFi Livre SP previa inicialmente a instalação de até 5.000 pontos de internet gratuita em comunidades da capital paulista, com foco em inclusão digital. Contudo, segundo dados apurados pela investigação, apenas cerca de 3.200 pontos teriam sido efetivamente implantados dentro do cronograma previsto.
A Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social da Capital também aponta possíveis falhas na execução do projeto e levanta dúvidas sobre a regularidade da contratação da entidade parceira. Além disso, há suspeitas de que o planejamento inicial tenha sido alterado ao longo da execução, o que pode ter gerado inconsistências administrativas e financeiras no processo.