A integração ferroviária entre o interior do Nordeste e o litoral cearense avança com um novo pacote de obras da Transnordestina Logística S.A., que prevê investimento de R$ 3,6 bilhões para conectar diretamente a ferrovia ao Porto do Pecém.
Como será o novo corredor ferroviário da Transnordestina ao Porto do Pecém?
O projeto cria um corredor logístico integrado entre a ferrovia e o litoral do Ceará, reduzindo a dependência de caminhões no escoamento de cargas. A proposta é unir transporte ferroviário, armazenagem e embarque marítimo em um único fluxo.
Na prática, a estrutura conecta o interior produtor ao complexo portuário, fortalecendo a rota de exportação via Porto do Pecém e ampliando a eficiência logística regional.
Como será o ramal ferroviário de 7,5 km até o terminal de cargas?
O ramal ferroviário terá 7,5 quilômetros de extensão e investimento estimado em R$ 150 milhões, sob responsabilidade da Marquise Infraestrutura. Ele ligará o lote 11 da ferrovia ao futuro terminal de cargas.
Além da ligação física, a obra também reforça a geração de empregos, com previsão de cerca de 300 vagas diretas, somadas às frentes já ativas da Transnordestina.
O que o terminal de 84 hectares deve movimentar no Complexo do Pecém?
O terminal de cargas será construído em uma área de 84 hectares, com possibilidade de expansão, dentro do Complexo do Pecém. A estrutura funcionará como ponto central de consolidação e distribuição de cargas. Entre os principais fluxos previstos, o terminal deve operar diferentes tipos de mercadorias, reforçando a vocação exportadora do Ceará:
- Grãos vindos do interior do Nordeste e do Matopiba
- Fertilizantes importados pelo porto
- Minérios e carga geral de grande volume
- Armazenagem em três armazéns de 125 mil toneladas cada
Como o projeto deve dobrar a capacidade do Porto do Pecém?
A nova infraestrutura deve elevar significativamente o desempenho do Complexo do Pecém, que hoje movimenta cerca de 20 milhões de toneladas por ano. Segundo projeções da CSN, o volume pode chegar a 40 milhões de toneladas anuais, impulsionado pela integração entre ferrovia e porto e pela nova estrutura de granéis.
Além disso, uma esteira de escoamento com investimento de R$ 500 milhões será instalada para agilizar o transporte interno de cargas até os navios.
Qual é o impacto logístico para grãos e fertilizantes no Nordeste?
O projeto cria uma rota estratégica para o escoamento de grãos, fertilizantes e minérios, conectando áreas produtivas do interior ao porto cearense. O fluxo será bidirecional, com exportação e importação operando em sinergia. Veja os impactos:
Em que estágio está a integração da Transnordestina com o Ceará?
A ferrovia já alcança cerca de 82% de execução, com previsão de conclusão em 2027, segundo dados do Complexo do Pecém. O projeto total liga Eliseu Martins (PI) ao litoral cearense.
Ao todo, serão 1.206 quilômetros de extensão, cruzando 53 municípios e atendendo cargas como combustíveis, cimento, grãos e minério, consolidando um dos maiores eixos logísticos do país.