A Petrobras avança em um novo marco da transição energética ao aprovar investimento bilionário para uma planta de biorrefino em Cubatão (SP), focada em combustíveis renováveis.
O que é o projeto de biorrefino aprovado pela Petrobras?
A Petrobras aprovou um investimento de aproximadamente US$ 1,2 bilhão (cerca de R$ 6 bilhões) para o projeto RPBC Biorrefino, em Cubatão (SP). A decisão foi tomada pelo Conselho de Administração na sexta-feira (19/6).
A iniciativa será a primeira unidade da estatal dedicada exclusivamente à produção de combustíveis renováveis, marcando uma nova etapa estratégica na refinaria Presidente Bernardes (RPBC).
Quais combustíveis serão produzidos na nova planta de Cubatão?
O projeto prevê a fabricação de dois principais produtos voltados à descarbonização do setor energético e de transportes.
A unidade industrial será responsável pela produção de bioquerosene de aviação (BioQAV) e também de diesel renovável, ambos considerados essenciais para reduzir emissões. Entre os principais produtos planejados estão:
- Bioquerosene de aviação (BioQAV) para o setor aéreo
- Diesel renovável para uso em transporte pesado e industrial
- Combustíveis de baixa emissão alinhados à transição energética global
Como será o cronograma para a implantação do projeto?
Segundo a companhia, o projeto já entrou em fase avançada de estruturação após a aprovação do investimento pelo conselho. A expectativa é que a Petrobras avance para a fase final de contratação e assinatura de contratos, com início das obras previsto até o final de 2026.
A operação comercial da nova planta está programada para começar em 2030, caso o cronograma seja mantido sem atrasos.
Por que o projeto é estratégico para a transição energética?
O investimento em Cubatão está diretamente ligado à estratégia da companhia de ampliar sua participação na transição energética global. A iniciativa também fortalece o atendimento a compromissos regulatórios do setor aéreo e políticas de redução de carbono. O projeto se conecta a diferentes frentes ambientais e industriais, como:
- Aumento da oferta de combustíveis de baixo carbono
- Atendimento às metas de descarbonização do transporte aéreo
- Apoio à diversificação da matriz energética brasileira
- Integração com políticas de sustentabilidade corporativa
Como o projeto se relaciona com o CORSIA e a Lei do Combustível do Futuro?
O empreendimento está alinhado a normas internacionais e nacionais voltadas à redução de emissões de gases de efeito estufa. Entre elas está o CORSIA, acordo da Organização da Aviação Civil Internacional (Oaci), que exige compensação de emissões em voos internacionais. Veja os detalhes:
- 2027: início da redução gradual de emissões
- 2037: meta de até 10% de redução total
- Transição: adaptação progressiva do setor aéreo
• Expansão do diesel verde
• Ampliação do biodiesel na matriz energética
Qual é a importância do projeto para a economia e o setor energético?
A nova planta de biorrefino representa um avanço industrial relevante para o Brasil, especialmente no setor de energia limpa. Além de reforçar a estratégia da companhia, o investimento deve impulsionar a cadeia produtiva de biocombustíveis e tecnologias de baixo carbono.
A expectativa é que o projeto contribua para consolidar o país como um dos protagonistas globais na produção de combustíveis sustentáveis.