A Petrobras e a Finep anunciaram um novo edital de R$ 150 milhões para impulsionar o desenvolvimento de um eletrolisador industrial no Brasil, tecnologia essencial para a produção de hidrogênio de baixo carbono. A iniciativa busca fortalecer a inovação e reduzir a dependência tecnológica externa no setor energético.
O que é o edital de R$ 150 milhões lançado por Petrobras e Finep?
O edital foi lançado nesta terça-feira (16/6) pela Petrobras e pela Finep, com foco no desenvolvimento nacional de um eletrolisador de porte industrial. O equipamento é responsável por utilizar eletricidade para transformar água em hidrogênio com baixa emissão de carbono.
O investimento total é de R$ 150 milhões em recursos não reembolsáveis, divididos igualmente entre as instituições, além de contrapartidas das empresas participantes. O projeto também integra a estratégia de inovação e transição energética do país.
Como funcionará o desenvolvimento do eletrolisador industrial no Brasil?
O objetivo central é criar uma tecnologia nacional capaz de produzir um eletrolisador competitivo, incluindo o desenvolvimento do Stack, componente essencial onde ocorre a reação de separação da água em hidrogênio.
O edital prevê a formação de uma rede de inovação com empresas e instituições científicas, estimulando colaboração tecnológica e avanço industrial:
- participação mínima de 3 empresas no desenvolvimento
- envolvimento obrigatório de pelo menos 1 ICT (Instituição Científica e Tecnológica)
- desenvolvimento desde a engenharia básica até o protótipo pré-comercial
- avanço tecnológico mensurável em relação às soluções internacionais
- estruturação de uma cadeia produtiva nacional de hidrogênio
Qual a importância do eletrolisador para o hidrogênio de baixo carbono?
O hidrogênio verde ou de baixo carbono é visto como uma das principais alternativas para reduzir emissões em setores industriais pesados, como siderurgia, química e refino. O eletrolisador é a peça-chave desse processo. Veja os impactos:
Quais são as exigências e metas de inovação do edital?
O edital estabelece critérios rigorosos para garantir que o projeto não seja apenas produtivo, mas também inovador e competitivo em escala global. A exigência de conteúdo nacional é um dos pilares centrais.
Além disso, o foco está em transformar conhecimento científico em tecnologia aplicada, ampliando a autonomia do país no setor energético:
- mínimo de 50% de conteúdo nacional no desenvolvimento
- exigência de evolução tecnológica em relação a soluções já existentes
- desenvolvimento completo até protótipo pré-comercial
- incentivo à redução da dependência de tecnologia estrangeira
- foco na diminuição do custo de produção do hidrogênio
Qual o posicionamento de Petrobras e Finep na transição energética?
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, destacou que o hidrogênio de baixo carbono é uma das principais alavancas para descarbonização da indústria, reforçando o compromisso com uma transição energética justa e sustentável.
Já o presidente da Finep, Luis Antonio Elias, afirmou que o Brasil tem potencial para liderar a cadeia global do hidrogênio, indo além da produção e avançando no desenvolvimento de tecnologias estratégicas. A Petrobras prevê investir cerca de US$ 4 bilhões em P&D e inovação entre 2026 e 2030, enquanto a Finep já destinou mais de R$ 12,5 bilhões entre 2023 e 2025 para projetos ligados à transição energética e tecnologias verdes.