A obra do maior alargamento de praia do Brasil entrou na fase decisiva em Itapoá (SC). Com 93% dos trabalhos concluídos, o projeto se aproxima da entrega final e promete transformar a orla, fortalecer a proteção costeira e ampliar a capacidade portuária da região.
Quais os avanços nas obras de alargamento de praia em Itapoá?
A Praia Figueira do Pontal será o último trecho contemplado pela recomposição da faixa de areia.
Ao todo, cerca de 465 mil metros cúbicos de areia serão utilizados nos 800 metros finais da intervenção. Quando concluída, a obra terá recuperado 8,8 quilômetros de praias, com entrega prevista para setembro de 2026.
Como o maior alargamento de praia do Brasil está sendo realizado?
O projeto reaproveita os sedimentos retirados durante a dragagem do canal externo da Baía da Babitonga, transformando esse material na nova faixa de areia das praias de Itapoá. Além de ampliar a orla, a iniciativa traz benefícios para diferentes áreas:
- Recuperação da faixa de areia e redução da erosão costeira;
- Reaproveitamento sustentável dos sedimentos da dragagem;
- Aumento da profundidade do canal para navios maiores;
- Fortalecimento da proteção ambiental com novas dunas e vegetação.
Dragagem também amplia a capacidade dos portos?
A dragagem do canal já alcançou aproximadamente 62% de execução e prevê a retirada de 12 milhões de metros cúbicos de sedimentos. Metade desse volume é destinada diretamente ao alargamento das praias.
Com o aprofundamento concluído, o complexo portuário da Baía da Babitonga poderá receber embarcações de até 366 metros de comprimento, acima do limite atual de 336 metros, elevando a capacidade de cerca de 10 mil para 16 mil TEUs por navio.
Projeto une investimento bilionário e inovação ambiental
Orçada em R$ 333 milhões, a obra foi viabilizada por uma parceria inédita entre o Porto de São Francisco do Sul e o terminal privado de Itapoá. Desse total, R$ 300 milhões são provenientes da iniciativa privada, com ressarcimento previsto ao longo dos próximos anos.
O empreendimento também chama atenção internacional por utilizar sedimentos da dragagem para alimentar praias. Casos semelhantes são raros no mundo, com poucos registros em países como a Austrália. Veja detalhes das obras no vídeo divulgado pelo Porto Itapoá:
Como a recuperação ambiental reforça a proteção da costa?
Além da nova faixa de areia, o projeto inclui a recuperação do ecossistema costeiro. Mais de 93 mil mudas de restinga já foram plantadas, enquanto a meta total é chegar a 280 mil mudas distribuídas em seis espécies nativas.
As novas dunas, com altura entre 1 e 1,5 metro e largura aproximada de 26 metros, formam uma barreira natural contra a erosão. A expectativa é que, além dos ganhos ambientais, o porto economize cerca de R$ 20 milhões por ano com a eliminação do fundeio intermediário das embarcações.