A candidata de direita Keiko Fujimori avançava nesta quinta-feira (17) rumo à Presidência do Peru em uma disputa extremamente apertada, com apenas 0,6% dos votos ainda a serem apurados. Mesmo com a contagem avançada, o processo eleitoral segue cercado de tensão e acusações de irregularidades.
Segundo a autoridade eleitoral peruana, Fujimori mantinha uma vantagem de 39.115 votos sobre o candidato de esquerda Roberto Sánchez, com 50,11% dos votos válidos contra 49,89%. A apuração já alcançava 99,38% das urnas.
Os votos restantes, ainda sob análise, somam cerca de 140 mil. Parte significativa desse contingente vem de Lima e de eleitores peruanos no exterior — regiões onde Fujimori tradicionalmente registra melhor desempenho, o que reforça a expectativa de consolidação da vantagem.
Mesmo assim, o resultado segue sendo contestado pela oposição. O partido de Sánchez afirmou haver irregularidades no processo e entrou com recursos judiciais para tentar anular votos favoráveis à adversária. Além disso, o candidato convocou manifestações em Lima, ampliando a tensão política no país.
Analistas eleitorais ouvidos durante a apuração destacam que, apesar da disputa apertada, a tendência dos votos restantes favorece Fujimori, o que tornaria improvável uma reversão no resultado. Ainda assim, a contagem oficial permanece em andamento e sem proclamação definitiva.
Missões de observação da Organização dos Estados Americanos (OEA) e da União Europeia afirmaram que a votação ocorreu de forma regular e pediram que candidatos e população aguardem a conclusão oficial da apuração.
Esta é a quarta tentativa de Keiko Fujimori de chegar à Presidência. Em eleições anteriores, ela já havia sido derrotada em disputas de segundo turno, incluindo a de 2021, quando perdeu por margem estreita para o então presidente Pedro Castillo.
O desfecho da eleição segue indefinido até a conclusão da contagem e análise dos votos contestados.
