A deflagração da operação da Polícia Federal (PF) que teve como um dos alvos o senador Jaques Wagner (PT-BA) nesta quinta-feira (18) surpreendeu tanto o governo federal quanto a própria cúpula da corporação.
Segundo informações apuradas, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, não tinha conhecimento prévio de que o parlamentar seria alvo da ação. No momento da operação, ele acompanhava o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em viagem ao G7, na França, o que reforçou a percepção de surpresa dentro da instituição.
A ofensiva integra investigações sobre supostas fraudes envolvendo o Banco Master e acabou alcançando o senador baiano, que é líder do governo no Senado.
A falta de aviso prévio à direção da PF também teria repercutido no Palácio do Planalto, que foi informado da operação em andamento sem qualquer preparação anterior. Fontes relatam que integrantes do governo foram pegos de surpresa com a inclusão de Wagner entre os alvos.
A operação se insere em um conjunto mais amplo de apurações sobre possíveis irregularidades no sistema financeiro e na relação de agentes políticos com empresários investigados. Até o momento, não há indicação de que o presidente Lula seja alvo das investigações.
Jaques Wagner nega irregularidades e afirma que irá colaborar com as autoridades para esclarecer os fatos. As investigações seguem em andamento sob responsabilidade da Polícia Federal e com supervisão do Supremo Tribunal Federal.