O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) confirmou sua inscrição para participar de uma audiência pública nos Estados Unidos sobre a proposta de aplicar uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, afirmando que defenderá uma solução negociada entre os dois países.
Flávio Bolsonaro confirma participação em audiência nos Estados Unidos?
A audiência da Comissão de Comércio Internacional dos EUA está marcada para 6 de julho e discutirá a recomendação do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) de impor uma tarifa de 25% às importações brasileiras.
Segundo o pedido de inscrição, Flávio Bolsonaro pretende argumentar contra a adoção da medida, afirmando que uma negociação seria mais eficiente para resolver as questões levantadas pela investigação comercial. As informações são do Metrópoles.
Senador afirma que tarifa prejudicaria Brasil e Estados Unidos
No documento enviado às autoridades americanas, o senador sustenta que o tarifaço acabaria produzindo efeitos contrários aos objetivos pretendidos pela investigação realizada pelos Estados Unidos. Entre os principais argumentos apresentados por Flávio estão:
- Prejuízo aos exportadores brasileiros;
- Aumento de custos para importadores americanos;
- Impacto sobre consumidores dos Estados Unidos;
- Enfraquecimento da oposição brasileira, que, segundo ele, seria a principal prejudicada internamente;
- Defesa de uma solução negociada entre os dois países.
Como Flávio analisa as medidas contra o Pix?
Outro ponto destacado pelo parlamentar é sua oposição a qualquer iniciativa voltada contra o Pix, sistema de pagamentos instantâneos brasileiro citado durante a investigação americana.
No pedido de participação, ele afirma defender os interesses de consumidores e produtores dos dois países, argumentando que a parceria comercial entre Brasil e Estados Unidos existe há mais de oito décadas e deve ser preservada.
Investigação dos EUA deu origem à recomendação de tarifa
A investigação comercial foi aberta em 15 de julho do ano passado, por determinação do presidente Donald Trump, com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, que permite aos EUA contestar práticas consideradas desleais.
Ao concluir o processo, o USTR avaliou que determinadas políticas e práticas brasileiras seriam “irrazoáveis ou discriminatórias” e poderiam justificar medidas comerciais, incluindo a recomendação da tarifa de 25% sobre produtos brasileiros.
Como o governo Lula associa a viagem de Flávio?
Desde que a recomendação foi divulgada, Flávio Bolsonaro tem negado qualquer participação na proposta de taxação e afirma ter solicitado diretamente a Donald Trump, ao secretário de Estado Marco Rubio e ao vice-presidente JD Vance que não adotassem tarifas contra o Brasil.
Já o governo Lula sustenta posição diferente. Em nota oficial, afirma que a investigação americana teria sido impulsionada por ações da família Bolsonaro, incluindo a recente viagem de Flávio a Washington, acusando aliados do senador de atuarem contra os interesses nacionais.
Audiência reúne outros participantes
O prazo para inscrição presencial terminou em 22 de junho, e, além de Flávio Bolsonaro, outras 25 pessoas solicitaram participação na audiência, entre elas o blogueiro Paulo Figueiredo, que também declarou ser contrário à aplicação da tarifa de 25%.
Mesmo após o encerramento das inscrições presenciais, interessados ainda poderão encaminhar comentários por escrito até 1º de julho, antes da realização da audiência marcada para 6 de julho, quando os argumentos apresentados poderão integrar a análise final das autoridades americanas.