O empresário Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do banqueiro Daniel Vorcaro, voltou ao centro das investigações após ser alvo de busca e apreensão na 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (18/6).
Quem é Augusto Ferreira Lima?
Augusto Ferreira Lima ficou conhecido no mercado financeiro por sua ligação com o Banco Master e por ter sido sócio de Daniel Vorcaro, dono da instituição. O empresário também esteve à frente do Banco Pleno, liquidado extrajudicialmente pelo Banco Central.
Além da atuação no setor financeiro, Lima possui negócios no mercado imobiliário por meio da holding Terra Firme Realty S.A.. Atualmente, ele segue monitorado por tornozeleira eletrônica após responder às investigações da operação. As informações são do Metrópoles.
O que investiga a 9ª fase da Compliance Zero?
A nova etapa da Operação Compliance Zero mira suspeitos de participação em um suposto esquema de irregularidades financeiras envolvendo o Banco Master. Entre os alvos desta fase também está o senador Jaques Wagner (PT-BA).
A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão para reunir novos elementos da investigação. As apurações buscam esclarecer movimentações financeiras consideradas suspeitas e possíveis conexões entre empresários e outros investigados.
Como negócios imobiliários chamaram atenção?
Em outubro de 2025, quando o Banco Master enfrentava uma grave crise, Augusto Lima transferiu para a OR, empresa do grupo Novonor, a construção e comercialização de pelo menos dois empreendimentos de luxo na Bahia ligados à sua holding.
A movimentação ocorreu poucos meses após o Banco Central barrar a venda do Banco Master ao BRB. Sem um comprador e cercado por incertezas, o banco acabou entrando em liquidação semanas depois.
Qual o histórico de investigações e processos?
Antes da atual operação, Augusto Lima já havia sido preso durante a primeira fase da Compliance Zero, permanecendo detido entre 18 e 29 de novembro de 2025. Posteriormente, foi solto por decisão do TRF-1, mas continua respondendo às investigações. Além disso, o empresário acumula outros processos e medidas judiciais relacionadas às investigações. Entre os principais episódios estão:
- Prisão por 11 dias na primeira fase da Operação Compliance Zero.
- Cobrança judicial de R$ 247 milhões protocolada no Tribunal de Justiça de São Paulo.
- Bloqueio de bens determinado pela Justiça paulista em abril de 2025.
- Localização de R$ 112 milhões aplicados na Reag Trust DTVM, fundo posteriormente liquidado pelo Banco Central.
Caso continua sob investigação
As investigações seguem em andamento e a Polícia Federal busca aprofundar a análise das operações financeiras relacionadas aos investigados. Até o momento, a fase atual tem como objetivo reunir novas provas para subsidiar o andamento do processo.
O caso permanece acompanhado pelas autoridades responsáveis e poderá ter novos desdobramentos conforme o avanço das apurações sobre as atividades envolvendo o Banco Master, seus ex-executivos e demais pessoas citadas na investigação.