O senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Lula no Senado, tornou-se alvo de uma nova fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF), que investiga um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master.
Por que Jaques Wagner entra na mira da PF?
A nona fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quinta-feira (18/6), cumpre 18 mandados de busca e apreensão autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Além do senador, o empresário Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, também é alvo das medidas.
As diligências ocorrem nos estados da Bahia, São Paulo e no Distrito Federal. Entre os investigados também estão o enteado e o pai de Jaques Wagner, que passaram a integrar as ordens judiciais expedidas pela Corte. As informações são da CNN.
Operação investiga supostas fraudes ligadas ao Banco Master
Segundo a Polícia Federal, a investigação apura um possível esquema de crimes financeiros relacionado ao Banco Master, que já vinha sendo alvo de fases anteriores da operação. De acordo com os investigadores, os fatos apurados podem, em tese, configurar crimes como:
- Corrupção passiva
- Corrupção ativa
- Lavagem de dinheiro
Como o empresário Augusto Ferreira Lima voltou a ser alvo?
O empresário Augusto Ferreira Lima, ex-controlador do Banco Pleno, voltou a ser alvo das investigações. Ele já havia sido preso preventivamente durante a primeira fase da operação, em novembro do ano passado, quando Daniel Vorcaro também foi detido.
Por determinação do STF, Lima deverá utilizar novamente tornozeleira eletrônica. Além disso, foram impostas outras medidas cautelares, incluindo restrições de contato com outros investigados e suspensão do passaporte.
Qual a relação entre Banco Pleno e Banco Master?
O Banco Pleno integrou o conglomerado do Banco Master até meados de 2025, quando operava sob a marca Voiter. Em junho do ano passado, Daniel Vorcaro vendeu a instituição para Augusto Ferreira Lima.
Meses depois, o Banco Central (BC) decretou a liquidação extrajudicial do banco, em fevereiro de 2026. A medida ocorreu cerca de quatro meses após a liquidação do próprio Banco Master, ampliando o alcance das investigações.
Quais medidas foram determinadas pelo STF?
Além das buscas e apreensões, o Supremo Tribunal Federal autorizou uma série de medidas cautelares contra os investigados, sem decretar novas prisões nesta fase da operação.
Entre as determinações estão o uso de monitoração eletrônica, a proibição de contato entre os investigados e a suspensão dos passaportes. As investigações seguem em andamento para apurar a possível participação de cada um dos envolvidos no suposto esquema.