O Brasil voltou a ocupar a liderança entre os países com os maiores juros reais do planeta, mesmo após a redução de 0,25 ponto percentual na Selic, anunciada pelo Banco Central nesta quarta-feira (18/6).
Como o Brasil lidera o ranking global de juros reais?
Mesmo com a queda da taxa Selic para 14,25% ao ano, o Brasil passou a ocupar novamente a primeira posição no ranking mundial de juros reais, indicador que desconta a inflação projetada para os próximos 12 meses.
O levantamento foi elaborado pela Lev Intelligence em parceria com a MoneYou e mostra que a taxa real brasileira chegou a 9,67%, superando países que tradicionalmente figuram entre os primeiros colocados.
Como é calculado o juro real?
O juro real representa a diferença entre a taxa básica de juros e a expectativa de inflação. Esse indicador é utilizado para medir o retorno efetivo das aplicações financeiras e o custo do crédito em termos reais.
Segundo o estudo, foram consideradas as taxas de mercado equivalentes a um ano e as projeções de inflação para os próximos 12 meses, permitindo uma comparação padronizada entre diferentes economias.
Quais países aparecem no topo do ranking?
O novo levantamento mostra que poucas economias possuem juros reais tão elevados quanto o Brasil. A seguir, veja os dez países com as maiores taxas do mundo:
- Brasil — 9,67%
- Rússia — 9,31%
- Turquia — 5,57%
- México — 5,10%
- África do Sul — 3,74%
- Indonésia — 3,31%
- Colômbia — 3,17%
- Hungria — 3,02%
- Polônia — 2,61%
- Chile — 2,43%
O estudo também aponta que algumas economias desenvolvidas apresentam juros reais próximos de zero ou negativos, como Suíça (-0,36%), Argentina (-1,05%) e Japão (-1,75%).
Brasil também figura entre os maiores juros nominais
Quando a comparação considera apenas os juros nominais, sem descontar a inflação, o Brasil aparece em uma posição diferente, mas continua entre os países com taxas mais elevadas.
Após o corte promovido pelo Copom, o país ocupa o quarto lugar no ranking mundial, atrás apenas de Turquia (37%), Argentina (29%) e Rússia (14,50%).
O que explica a posição do Brasil?
Nos levantamentos anteriores, o Brasil aparecia na segunda colocação entre os maiores juros reais do mundo. A atualização do estudo elevou novamente o país ao primeiro lugar do ranking internacional.
Especialistas acompanham esse indicador porque ele influencia diretamente o custo dos financiamentos, o desempenho dos investimentos, o consumo e o ritmo da atividade econômica, tornando-se um dos principais termômetros da política monetária brasileira.