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Início Economia

Brasil segue em último lugar em ranking que mede retorno dos impostos para a população

Por Junior Melo
16/jun/2026
Em Economia
Foto: Shutterstock

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O Brasil permanece como o país que menos transforma a arrecadação de impostos em qualidade de vida entre as 30 nações com maior carga tributária do mundo. É o que aponta a 15ª edição do IRBES (Índice de Retorno de Bem-Estar à Sociedade), estudo elaborado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT).

De acordo com o levantamento, que utiliza dados de carga tributária e do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) referentes a 2024, o Brasil ocupa a última posição do ranking pelo 15º ano consecutivo.

O IRBES avalia a eficiência com que os países convertem os recursos arrecadados em benefícios para a população, considerando indicadores de qualidade de vida e desenvolvimento humano. A metodologia atribui peso de 15% à carga tributária e 85% ao IDH.

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Segundo o estudo, a carga tributária brasileira alcançou 32,32% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2024, percentual semelhante ao observado em diversas nações desenvolvidas. Apesar disso, o país registrou IDH de 0,760 e obteve 142,46 pontos no índice, o menor desempenho entre todos os países analisados.

Para o IBPT, o resultado demonstra que o elevado volume de recursos arrecadados pelo Estado brasileiro não tem sido convertido, na mesma proporção, em melhorias na qualidade de vida da população e na oferta de serviços públicos.

No topo do ranking aparece a Irlanda, que lidera o levantamento pelo sétimo ano consecutivo com 170,37 pontos. Em seguida estão Suíça, Coreia do Sul, Estados Unidos e Austrália.

Entre os países da América do Sul presentes no estudo, o Uruguai aparece em oitavo lugar, enquanto a Argentina ocupa a 13ª posição, ambos à frente do Brasil.

O instituto destaca que os números reforçam a necessidade de ampliar a eficiência da gestão pública, aprimorar a aplicação dos recursos arrecadados e fortalecer os mecanismos de transparência e controle dos gastos governamentais.

O levantamento é utilizado como um indicador para avaliar não apenas o volume de impostos cobrados, mas também a capacidade dos governos de transformar essa arrecadação em benefícios concretos para a sociedade.

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