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Início Justiça

CNJ aprova novas regras para uso da internet por crianças e adolescentes no Brasil

Por Junior Melo
24/jun/2026
Em Justiça
CNJ aprova novas regras para uso da internet por crianças e adolescentes no Brasil

Adolescente na escola - Créditos: depositphotos.com / HayDmitriy

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O Conselho Nacional de Justiça aprovou uma resolução que regula a atuação de crianças e adolescentes como influenciadores digitais. A medida define regras para atividades artísticas em redes sociais e reforça a necessidade de proteção no ambiente online. O texto se baseia nas diretrizes do ECA Digital, legislação em vigor desde março que busca evitar exploração econômica.

Como será a regulamentação da atividade de crianças na internet?

A nova resolução do CNJ estabelece que a atuação de influenciadores mirins passa a depender de alvará judicial para atividades artísticas em plataformas digitais. A exigência vale para conteúdos monetizados ou com exploração econômica direta ou indireta.

A regra alcança publicações feitas nos perfis das próprias crianças, de responsáveis ou até de terceiros, ampliando o alcance da fiscalização sobre a presença de menores na internet.

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Como funciona o alvará judicial para influenciadores mirins?

O alvará judicial deverá ser solicitado pelo responsável legal da criança ou adolescente, ou por qualquer pessoa com interesse legítimo na autorização da atividade. O juiz analisará cada caso antes de liberar a atuação digital.

Na avaliação, o magistrado deve considerar limites como carga horária, impacto na rotina escolar e proteção da saúde física e emocional do menor. Também são analisadas condições de privacidade e segurança digital.

Quais informações devem ser apresentadas no pedido de autorização?

Para solicitar o alvará, será necessário apresentar um conjunto detalhado de informações sobre a atividade do menor. O objetivo é permitir uma análise completa dos riscos e da forma de exploração econômica envolvida. Entre os dados exigidos estão aspectos contratuais, rotina e impacto educacional da criança ou adolescente:

  • descrição da atividade artística pretendida
  • formas de monetização, publicidade e parcerias comerciais
  • frequência de gravações e nível de exposição
  • contratos com agências, marcas ou plataformas digitais
  • situação escolar e condições de saúde

Quais conteúdos são proibidos para influenciadores mirins?

A resolução também define limites claros para o tipo de conteúdo que crianças e adolescentes não podem produzir ou participar. O foco é impedir qualquer forma de violação de direitos ou exploração. Ficam proibidos conteúdos como:

  • materiais de natureza sexual ou erotizada
  • situações vexatórias, degradantes ou abusivas
  • publicidade infantil considerada abusiva
  • promoção de jogos de azar e apostas
  • discursos de ódio ou discriminação
  • exposição a formas de trabalho infantil proibidas

Como o CNJ pretende fiscalizar e proteger crianças nas redes sociais?

Ao conceder o alvará, o juiz poderá definir regras específicas sobre horários, duração das atividades e períodos obrigatórios de descanso. O objetivo é garantir equilíbrio entre a exposição digital e o desenvolvimento saudável.

Além disso, podem ser criados mecanismos de proteção patrimonial, como reservas financeiras em nome do menor e controle sobre os ganhos obtidos com os conteúdos.

O que é o BNAC e como ele reforça o controle das autorizações?

A resolução cria o Banco Nacional de Alvarás para Atividade Artística de Crianças e Adolescentes (BNAC), sistema que será administrado pelo CNJ para registrar todas as autorizações emitidas no país.

O banco permitirá acompanhar validade dos alvarás, gerar dados estatísticos e apoiar políticas públicas. Também ajudará a identificar padrões de exposição digital e histórico de decisões envolvendo cada menor.

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