A morte de Gabriela Ribeiro Lebarbechon, conhecida como “Bibi Perigosa”, dentro da Penitenciária Feminina de Criciúma, chamou atenção pela trajetória marcada por diversas passagens pelo sistema prisional e pelas circunstâncias do caso, que agora são investigadas.
Quem era a detenta conhecida como Bibi Perigosa?
Gabriela Ribeiro Lebarbechon, de 24 anos, era natural de Orleans, no Sul de Santa Catarina, e era conhecida entre os internos do sistema prisional pelo apelido de “Bibi Perigosa”. Ela cumpria pena relacionada a diferentes condenações.
Na tarde de domingo (21/6), a jovem foi encontrada morta na cela 03 do setor de triagem da Penitenciária Feminina de Criciúma. O caso foi confirmado oficialmente apenas na segunda-feira (22/6), pela Secretaria de Estado da Justiça e Reintegração Social.
Como a morte foi descoberta pelos agentes penitenciários?
Os policiais penais ouviram pedidos de socorro e um agente que estava próximo da unidade verificou a movimentação pela janela da cela. No local, encontrou duas detentas aguardando a equipe de segurança enquanto Gabriela permanecia caída no chão.
Ao entrarem na cela, os agentes localizaram Bibi com uma peça de roupa amarrada ao pescoço. O tecido foi retirado imediatamente e foram iniciadas manobras de reanimação até a chegada do Samu, mas a morte acabou sendo confirmada ainda no presídio.
Suspeita confessou o crime após negar envolvimento
Logo após a ocorrência, as internas foram separadas. Segundo o relato dos agentes, uma das detentas passou a chorar e afirmou que a colega de cela teria sido responsável pelo estrangulamento da vítima.
De acordo com as informações divulgadas, a suspeita inicialmente negou participação, mas depois confessou o crime. Ela afirmou que teria agido após sofrer supostas ameaças feitas por Gabriela antes da morte.
Histórico criminal acumulava diversas condenações
Ao longo dos últimos anos, Gabriela acumulou diferentes passagens pela Justiça. Entre os crimes registrados estavam:
- Furto;
- Dano;
- Desacato;
- Resistência;
- Posse de entorpecentes;
- Descumprimento de medida protetiva.
Ela estava em regime aberto desde janeiro de 2025, mas voltou a ser presa no mês seguinte após violar uma medida protetiva. Posteriormente, teve o benefício revogado, passou ao regime semiaberto e, em abril de 2026, foi novamente presa por outro delito, permanecendo custodiada.
Caso será investigado pelas autoridades
A regressão definitiva ao regime semiaberto havia sido determinada no fim de maio de 2026, menos de um mês antes da morte registrada na unidade prisional de Criciúma.
Em nota oficial, a Secretaria de Estado da Justiça e Reintegração Social informou que tanto a pasta quanto a Polícia Penal de Santa Catarina colaboram integralmente com as autoridades responsáveis pela investigação, que deverá esclarecer todas as circunstâncias envolvendo a morte de Gabriela Ribeiro Lebarbechon.
