Uma ameaça de bomba em uma aeronave da Azul Linhas Aéreas mobilizou equipes da Polícia Federal no Aeroporto Internacional de Brasília na noite desta terça-feira (16) e provocou um atraso superior a cinco horas em um voo com destino a Campinas, no interior de São Paulo.
A decolagem estava prevista para ocorrer às 20h, mas a aeronave só foi liberada para seguir viagem após a 1h da madrugada desta quarta-feira (17), após a realização de uma série de procedimentos de segurança.
De acordo com relatos de passageiros, um agente da Polícia Federal entrou no avião antes da partida para conversar com o comandante. Pouco depois, os ocupantes foram informados de que precisariam desembarcar para uma nova inspeção, sem que detalhes sobre a ocorrência fossem divulgados naquele momento.
Os passageiros permaneceram inicialmente cerca de uma hora dentro da aeronave e, após o desembarque, passaram novamente pelos procedimentos de segurança, incluindo inspeção por raio-x. Enquanto aguardavam a conclusão da operação, permaneceram no saguão do aeroporto.
A Azul informou que prestou assistência aos clientes durante o período de espera, disponibilizando alimentação. Após a conclusão das verificações e a liberação das autoridades, foi realizado um novo embarque e o voo seguiu para o Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas.
Segundo a companhia, os passageiros que tinham conexão para outros destinos receberam suporte adicional. Parte deles foi transportada de ônibus para Hortolândia e hospedada em hotel até o embarque em voos remarcados nesta quarta-feira.
Em nota, a Inframerica, concessionária responsável pela administração do Aeroporto de Brasília, confirmou que a Polícia Federal realizou uma inspeção completa na aeronave seguindo os protocolos previstos para situações de ameaça à segurança aeroportuária.
A empresa informou ainda que o plano de contingência foi acionado e que toda a operação ocorreu sem intercorrências, sem impactos para o funcionamento geral do terminal.
A Azul também destacou que o adiamento da decolagem ocorreu em razão de um alerta preventivo de segurança. A companhia afirmou que acionou imediatamente os órgãos competentes para a inspeção da aeronave e das bagagens, ressaltando que esse tipo de procedimento é indispensável para garantir a segurança dos passageiros, da tripulação e das operações aéreas.
Até o momento, as autoridades não divulgaram informações sobre a origem da ameaça nem sobre a existência de suspeitos relacionados ao caso.