Uma passageira é suspeita de agredir quatro funcionárias da Latam Airlines Brasil durante um atendimento no check-in do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, na Grande São Paulo. O caso ocorreu na madrugada desta terça-feira (16) e está sendo investigado pela Polícia Civil.
Imagens registradas no terminal mostram o momento em que a mulher parte para cima de uma colaboradora que estava no balcão de atendimento. Na sequência, outras funcionárias tentam conter a agressora, mas também acabam sendo atingidas com socos.
Segundo relatos apresentados pelas vítimas à polícia, a confusão começou após a passageira demonstrar insatisfação com orientações recebidas durante o processo de check-in. A mulher estava acompanhada do marido, que carregava uma criança no colo no momento do incidente.
Após as agressões, a suspeita deixou o local antes da chegada das autoridades.
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP), as quatro funcionárias compareceram à delegacia ainda durante a madrugada para registrar a ocorrência. Elas relataram que a passageira se irritou durante o atendimento e passou a agredi-las fisicamente.
O caso foi registrado como lesão corporal na 3ª Delegacia de Polícia de Atendimento ao Turista (Deatur), em Guarulhos. Segundo a SSP, diligências estão em andamento para identificar e localizar a autora das agressões.
Em nota, a Latam Airlines Brasil condenou o episódio e classificou a conduta como inaceitável.
“Nada justifica a conduta inadmissível de violência registrada contra seus funcionários durante o atendimento a clientes impactados por uma contingência operacional no aeroporto de Guarulhos”, informou a companhia.
A empresa também afirmou que está prestando assistência às colaboradoras agredidas e colaborando com as investigações conduzidas pelos órgãos de segurança pública.
A Latam declarou ainda confiar no esclarecimento dos fatos e na adoção das medidas legais cabíveis contra os responsáveis pelo episódio.
O caso repercutiu nas redes sociais após a divulgação das imagens, reacendendo o debate sobre a violência contra profissionais que atuam no atendimento ao público em aeroportos e outros serviços de transporte.