Uma conversa informal registrada durante a cúpula do G7, realizada em Évian, na França, chamou atenção nesta quarta-feira (17). Em um vídeo que circula nas redes sociais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirma que “nunca foi esquerdista” ao dialogar com o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, e com a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva.
A declaração ocorreu enquanto os líderes discutiam cenários políticos internacionais e a permanência de diferentes correntes ideológicas no poder ao longo dos anos.
Durante a conversa, Lula argumentou que a alternância política observada em diversos países demonstra que o mundo não é predominantemente de esquerda.
“Nos Estados Unidos, os republicanos ficaram mais tempo no governo do que os democratas. Na França, os socialistas também ficaram bem menos tempo governando. O que isso prova? Que o mundo não é de esquerda. O mundo é do caminho do meio. Essa é a verdade”, afirmou o presidente brasileiro.
Na sequência, Kristalina Georgieva comentou a percepção que existia sobre Lula quando ele assumiu seu primeiro mandato presidencial, em 2003.
“Quando você foi presidente pela primeira vez, todos esperavam que você fosse um esquerdista, mas você não foi”, observou a dirigente do FMI.
Lula respondeu de forma direta: “Mas eu nunca fui esquerdista”.
Georgieva, então, ressaltou que essa era a imagem predominante sobre o político brasileiro naquele período. “Mas essa era a percepção na época”, acrescentou.
O trecho rapidamente repercutiu nas redes sociais e no meio político, especialmente por envolver uma definição feita pelo próprio presidente sobre sua trajetória ideológica.
Lula, fundador do Partido dos Trabalhadores (PT), iniciou sua carreira política ligada ao movimento sindical e às pautas trabalhistas. Ao longo de seus mandatos, entretanto, também adotou políticas econômicas consideradas moderadas por analistas, mantendo diálogo com diferentes setores do mercado e da comunidade internacional.
A declaração ocorre durante a participação do presidente brasileiro na cúpula do G7, encontro que reúne líderes das principais economias do mundo e convidados para discutir temas relacionados à economia global, segurança internacional, mudanças climáticas e cooperação entre países.
