Agentes da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) foram até a residência do ex-presidente Jair Bolsonaro na noite de 19 de junho após a tornozeleira eletrônica utilizada por ele apresentar uma falha no sinal de GPS. A ocorrência foi comunicada ao Supremo Tribunal Federal (STF) em relatório encaminhado nesta sexta-feira (26).
De acordo com o documento, a central de monitoramento registrou um alerta de perda de sinal às 18h57. Inicialmente, Bolsonaro foi contatado por telefone e orientado a se deslocar para uma área externa da residência, em Brasília, para tentar restabelecer a comunicação do equipamento com os satélites.
Como o problema persistiu, uma equipe do Centro Integrado de Monitoração Eletrônica (Cime), com apoio da PMDF, foi enviada ao local às 20h04 para verificar a situação.
Durante a inspeção, os agentes constataram que a tornozeleira não apresentava sinais de violação ou danos. Segundo o relatório, a estrutura do dispositivo estava intacta, os indicadores luminosos funcionavam normalmente e Bolsonaro atendeu prontamente à solicitação para se deslocar a um ponto com melhor visada para os satélites.
“Na análise restou constatado: estrutura do dispositivo intacta, leds acesos e com sinalização em cadência normal. Solicitação de deslocamento para visada de satélites, prontamente atendida pelo monitorado”, registra o documento.
Após a vistoria e o restabelecimento da conexão, o equipamento voltou a funcionar normalmente, sem necessidade de substituição.
O episódio ocorreu porque, inicialmente, havia a preocupação de que a perda de sinal pudesse indicar uma nova violação da tornozeleira. Em novembro de 2025, Bolsonaro foi preso preventivamente após um incidente envolvendo o equipamento de monitoramento eletrônico. Na ocasião, o Centro de Monitoração recebeu um alerta de possível violação, e o ex-presidente afirmou ter utilizado um ferro de solda na tornozeleira por curiosidade.
