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A psicologia desmascara o mito e o confirma: as crianças dos anos 60 e 70 não eram mais fortes por causa da educação que recebiam, mas sim devido ao abandono cotidiano que viviam

Por Maria Beatriz Silva
09/jun/2026
Em Geral
A psicologia desmascara o mito e o confirma: as crianças dos anos 60 e 70 não eram mais fortes por causa da educação que recebiam, mas sim devido ao abandono cotidiano que viviam

Psicologia contemporânea analisa como a autonomia precoce reflete menor acolhimento emocional familiar.

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Você já ouviu alguém dizer que “na nossa época era assim e a gente se virou”? Essa frase carrega uma crença muito comum, a de que a criação rígida formou gerações mais fortes. Mas a psicologia contemporânea está revisando essa ideia, e o que ela encontrou por trás de muitos comportamentos interpretados como resiliência pode mudar completamente a forma como você enxerga sua própria infância.

Por que surgiu a ideia de que as gerações antigas eram mais resistentes?

As lembranças coletivas frequentemente destacam a liberdade das crianças daquela época. Era comum brincar na rua por horas, caminhar sozinho para a escola e passar grande parte do dia sem supervisão constante dos adultos.

acolhimento emocional
Especialistas explicam o mito das gerações emocionalmente mais fortes

O que a psicologia entende por abandono cotidiano?

O termo não se refere necessariamente ao abandono legal ou à negligência extrema. Na maioria dos casos, descreve uma realidade em que crianças precisavam administrar conflitos, medos e desafios sem a presença frequente de adultos disponíveis para orientar ou acolher..

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Quais consequências o abandono emocional pode deixar?

Muitas pessoas que cresceram nas décadas de 1960 e 1970 desenvolveram autonomia, iniciativa e capacidade de resolver problemas. Ao mesmo tempo, algumas também relatam dificuldades para expressar emoções, pedir ajuda ou estabelecer vulnerabilidade nos relacionamentos.

Listamos abaixo os principais indicadores comportamentais e suas respectivas implicações psicológicas, que evidenciam como certos padrões de defesa e autossuficiência podem atuar como barreiras no desenvolvimento emocional e no bem-estar pessoal:

O mito está errado ou existe um fundo de verdade?

A resposta está no equilíbrio entre os dois extremos. Muitas crianças dos anos 60 e 70 realmente desenvolveram competências importantes relacionadas à autonomia, à adaptação e à resolução de problemas. No entanto, a psicologia questiona a ideia de que isso ocorreu porque recebiam uma educação necessariamente melhor.

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