Uma ferramenta de personalização da Coca-Cola virou alvo de críticas nas redes sociais após um influenciador cristão afirmar que o sistema bloqueava mensagens positivas relacionadas a Jesus, mas permitia frases favoráveis a Satanás.
O teste foi realizado pelo influenciador cristão Ryan Haff, que publicou um vídeo mostrando, em tempo real, o funcionamento da ferramenta. Segundo ele, expressões como “Jesus é bom” e “Jesus é rei” eram rejeitadas pelo sistema, enquanto frases como “Satanás é bom” e “o diabo é rei” eram aceitas.
Durante a demonstração, Haff mostrou a tela do site e tentou personalizar uma lata com diferentes mensagens.
Ao inserir a frase “o diabo é rei”, segundo o influenciador, o sistema permitiu a personalização. Quando substituiu a mensagem por “Jesus é rei”, recebeu uma mensagem de erro.
O mesmo comportamento teria ocorrido com as frases “Satanás é bom” e “Jesus é bom”. Enquanto a primeira era aceita, a segunda era bloqueada pela ferramenta.
Mensagens negativas sobre Jesus também seriam aceitas
O influenciador realizou ainda outro teste que, segundo ele, tornou a situação mais controversa.
Depois de ter a frase “Jesus é bom” rejeitada, Haff tentou inserir mensagens negativas sobre o personagem religioso. De acordo com a demonstração, expressões como “Jesus é mau” e “Jesus é maligno” foram aceitas e apareceram na prévia da lata.
O influenciador afirmou que também realizou testes com referências a outras religiões e encontrou diferenças no comportamento do sistema.
Ferramenta permite personalização
O recurso utilizado no teste faz parte da iniciativa “Compartilhe uma Coca-Cola”, que permite aos consumidores personalizar determinados produtos com nomes e frases.
Ferramentas desse tipo normalmente utilizam sistemas automatizados para filtrar palavras e expressões que possam violar regras de conteúdo, marcas registradas ou outras políticas da plataforma.
A existência de uma diferença entre frases específicas, portanto, não significa necessariamente que tenha havido uma decisão deliberada da empresa de censurar mensagens positivas sobre Jesus. Um filtro automatizado pode apresentar erros, inconsistências ou interpretações diferentes de determinadas palavras e combinações.
A Fox News Digital também realizou testes com a ferramenta e, segundo o relato, encontrou outras diferenças entre mensagens aprovadas e rejeitadas pelo sistema.
O episódio provocou críticas nas redes sociais e levantou questionamentos sobre os critérios utilizados pelos filtros de conteúdo da plataforma. Até que a Coca-Cola esclareça o funcionamento específico do sistema ou a razão para a rejeição das frases, porém, não é possível concluir que a empresa tenha deliberadamente criado uma regra para impedir mensagens positivas sobre Jesus e favorecer mensagens sobre Satanás.