Um comandante da Latam relatou à Força Aérea Brasileira (FAB) ter observado objetos luminosos de comportamento incomum no céu de Guarulhos, em São Paulo. O caso está entre os 18 registros de objetos voadores não identificados (OVNIs) ocorridos no Brasil em 2025 e que foram divulgados pelo Arquivo Nacional nesta quarta-feira (12).
O relato consta em um documento datado de 1º de setembro de 2025. Segundo o registro, o avistamento ocorreu por volta das 20h, quando o céu estava “claro e estrelado”.
De acordo com o comandante, foram observadas de duas a três “bolas de luzes fortes”, com colorações branca, vermelha e amarela. O piloto descreveu os movimentos como irregulares e semelhantes a uma espécie de dança.
“Bolas de luzes fortes, quantidade de 2 a 3, luzes brancas, vermelhas, amarelas. Movimento variava e se assemelhava a uma dança com movimentos irregulares”, consta no documento divulgado pelo Arquivo Nacional.
Piloto relatou turbulência durante o fenômeno
Além das luzes no céu, o comandante afirmou que o fenômeno foi acompanhado por uma espécie de turbulência. No documento, ele descreveu o efeito como uma “turbulência seca”.
Segundo o relato, a ocorrência foi registrada três vezes, ao longo de aproximadamente meia hora. Os objetos foram descritos como estando próximos em alguns momentos, embora a maior parte deles estivesse distante da aeronave.
O comandante tinha 52 anos quando fez o registro. A identidade dele foi preservada no documento.
18 relatos foram registrados em 2025
O caso de Guarulhos faz parte de um conjunto de pelo menos 18 ocorrências envolvendo OVNIs registradas no Brasil em 2025 por pilotos, controladores de tráfego aéreo e outras pessoas ligadas ao setor de aviação.
Os documentos foram produzidos no âmbito da FAB e estão sob guarda do Arquivo Nacional. O acervo reúne registros de avistamentos de objetos que não foram identificados pelos observadores.
Entre os locais com maior concentração de relatos em 2025 está Londrina, no Paraná, onde foram registrados pelo menos cinco casos. O Ceará também aparece entre os estados com maior número de ocorrências.
A classificação como OVNI significa apenas que o objeto observado não foi identificado no momento do registro. O termo, portanto, não comprova que se trate de uma aeronave extraterrestre ou de qualquer tecnologia de origem desconhecida.
O Arquivo Nacional mantém um fundo documental específico sobre OVNIs, produzido pelo Comando da Aeronáutica. O acervo reúne relatos, questionários, correspondências, fotografias, desenhos, vídeos, áudios e outros registros relacionados a objetos observados nos céus brasileiros.
O relato do comandante da Latam chama atenção justamente por ter sido registrado por um profissional da aviação e encaminhado oficialmente à FAB, mas o documento, por si só, não apresenta uma identificação conclusiva sobre a natureza dos objetos observados.
