A possibilidade de Luiz Inácio Lula da Silva insistir no nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal voltou a movimentar os bastidores de Brasília após a rejeição histórica sofrida pelo advogado-geral da União no Senado, em um episódio que ampliou a tensão entre o Planalto e o Congresso.
Lula avalia nova indicação de Jorge Messias ao STF?
Mesmo após a derrota inédita no Senado, aliados afirmam que Lula ainda considera reenviar o nome de Jorge Messias para a vaga no STF. A estratégia seria aguardar um cenário político menos turbulento antes de uma nova tentativa.
No Palácio do Planalto, a avaliação é que desistir agora poderia passar a imagem de fragilidade política diante do Congresso. O presidente entende que manter o aliado como prioridade também serviria para reafirmar autoridade sobre futuras indicações. As informações são de O Globo.
Rejeição histórica aumentou tensão entre governo e Senado
A rejeição de Messias por 42 votos a 34 marcou a primeira derrota de um indicado ao STF em mais de 130 anos. O resultado foi interpretado em Brasília como um duro recado político ao governo federal.
Nos bastidores, integrantes do Executivo apontam que houve forte articulação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, além da insatisfação de parlamentares com decisões recentes do Supremo relacionadas aos atos de 8 de janeiro.
O governo está dividido sobre insistir no nome de Messias?
Enquanto uma ala do governo defende uma nova ofensiva política, outros interlocutores avaliam que insistir pode aprofundar ainda mais a crise entre Executivo e Legislativo. Há receio de uma segunda derrota no plenário do Senado.
Entre os argumentos usados por auxiliares de Lula para manter o AGU como favorito estão:
- Confiança pessoal do presidente em Jorge Messias
- Apoio relevante dentro do meio jurídico
- Boa relação com ministros de tribunais superiores
- Necessidade de demonstrar força política diante do Congresso
Quais as pressões dentro do PT?
Após a rejeição de Messias, cresceu dentro de setores governistas a pressão para que Lula indique uma mulher negra ao STF. O tema passou a ganhar força como alternativa política para reduzir desgaste.
Apesar disso, aliados afirmam que o presidente continua inclinado a priorizar o atual chefe da AGU. Nos bastidores, outros nomes seguem sendo analisados, mas ainda sem definição concreta no Palácio do Planalto.
Jorge Messias evita demonstrar abatimento após derrota
Depois da votação no Senado, Jorge Messias adotou um discurso conciliador e afirmou que o plenário da Casa é “soberano”. O ministro também declarou que a democracia exige “saber ganhar e saber perder”.
Pessoas próximas relatam que o AGU não considera encerrada a possibilidade de chegar ao STF. Em conversas reservadas, ele costuma repetir a expressão “Deus proverá” ao comentar o próprio futuro político.
Como o apoio público ajudou Messias nos bastidores de Brasília?
Integrantes do governo avaliam que a recepção positiva recebida por Messias durante a posse do ministro Nunes Marques ajudou a reduzir a percepção de isolamento após a derrota no Congresso.
Aliados de Lula entendem que as manifestações públicas demonstraram que o advogado-geral da União ainda mantém trânsito entre magistrados e integrantes influentes do meio jurídico, fator considerado importante para uma eventual nova indicação ao Supremo.