A Polícia Civil do Distrito Federal decidiu encerrar o inquérito sem indiciar o senador Magno Malta (PL-ES) em uma investigação que apurava uma denúncia de suposta agressão envolvendo uma técnica em radiologia durante atendimento médico em Brasília.
O que decidiu a Polícia Civil do DF no caso Magno Malta?
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) concluiu o inquérito e decidiu não indiciar o senador Magno Malta no caso que investigava uma suposta agressão ocorrida em um hospital particular do DF. A informação foi confirmada por fontes nesta terça-feira (19/5).
Segundo os investigadores, os elementos reunidos ao longo da apuração não foram suficientes para sustentar um indiciamento. A conclusão foi baseada na análise de depoimentos e na ausência de provas materiais consistentes.
Por que o senador não foi indiciado pela PCDF?
Segundo os autos do inquérito, a principal testemunha ouvida pela polícia afirmou não ter presenciado a suposta agressão atribuída ao parlamentar. Esse ponto foi considerado decisivo para o desfecho do caso.
A PCDF avaliou que, diante da falta de confirmação direta dos fatos e de inconsistências nos relatos, não havia base probatória suficiente para seguir com a imputação criminal contra o senador.
O que diz a denúncia de suposta agressão no DF Star?
A denúncia foi registrada após um atendimento realizado no hospital DF Star, em Brasília, no dia 30 de abril. A técnica de enfermagem relatou ter sido agredida fisicamente durante o procedimento médico.
Segundo o relato, o episódio teria ocorrido enquanto o senador realizava uma angiotomografia de tórax e coronárias. A profissional afirma que o equipamento interrompeu o contraste após identificar uma oclusão venosa e, ao intervir, teria sido surpreendida pela reação do paciente. Entre as principais alegações apresentadas à polícia, estão os seguintes pontos:
- O senador teria se levantado da maca durante o procedimento
- A profissional afirma ter recebido um tapa no rosto
- Também teria sido chamada de “imunda” e “incompetente”
- O parlamentar nega integralmente as acusações
Como o senador Magno Malta se defendeu das acusações?
Após a repercussão do caso, o senador Magno Malta divulgou um vídeo em suas redes sociais negando qualquer agressão. Ele afirmou que nunca encostou em nenhuma profissional de saúde durante o atendimento.
Em sua defesa, o parlamentar declarou que a acusação se trata de uma falsa comunicação de crime. Ele também reforçou que não houve qualquer conduta violenta de sua parte no ambiente hospitalar. A defesa do senador ainda apresentou outra versão para o episódio. Segundo os advogados, ele estava sob forte medicação e poderia ter reagido de forma involuntária à dor causada pelo procedimento médico.
O que dizem testemunhas e elementos da investigação?
Durante a apuração, a Polícia Civil colheu depoimentos de pessoas envolvidas no atendimento e analisou o contexto clínico do procedimento realizado no DF Star. Um dos pontos centrais foi a divergência entre os relatos.
A principal testemunha ouvida declarou não ter presenciado qualquer agressão física. Esse detalhe enfraqueceu a consistência da denúncia, segundo avaliação dos investigadores. Com base no conjunto de informações, a investigação considerou alguns fatores relevantes:
- Ausência de testemunhas que confirmassem a agressão
- Relatos divergentes sobre o que ocorreu na sala de exame
- Falta de provas materiais que sustentassem o crime
- Contexto médico complexo envolvendo o procedimento
Qual é a situação da profissional de saúde após o episódio?
A técnica de enfermagem que fez a denúncia permanece afastada de suas atividades profissionais desde o ocorrido. O caso segue repercutindo no ambiente médico e jurídico.
Até o momento, não há informação sobre retorno ao trabalho ou novos desdobramentos judiciais por parte da profissional. O episódio continua sendo discutido nas esferas pública e institucional.