O senador Flávio Bolsonaro voltou a se pronunciar sobre as negociações envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o financiamento do filme “Dark Horse”, produção inspirada na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Como Flávio Bolsonaro explicou o caso?
Em nova nota pública divulgada nesta semana, Flávio Bolsonaro afirmou que não recebeu qualquer benefício pessoal nas tratativas com Daniel Vorcaro. Segundo o senador, a relação teve caráter exclusivamente comercial e ligada ao financiamento do longa-metragem.
O parlamentar declarou que não houve “doação, favor, empréstimo pessoal ou vantagem política” envolvendo o ex-banqueiro. Ele também rebateu suspeitas sobre suposto uso de influência política para facilitar acordos relacionados ao projeto audiovisual. Veja a fala de Flávio Bolsonaro:
Não tenho absolutamente nada a esconder nessa situação. Não existe qualquer elemento que configure crime! pic.twitter.com/RM2Vjw53Ez
— Flávio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) May 14, 2026
Filme sobre Jair Bolsonaro recebeu milhões em aportes
A polêmica ganhou força após reportagem publicada pelo Intercept Brasil revelar supostos repasses milionários para a produção do filme “Dark Horse”. O projeto busca retratar a trajetória política de Jair Bolsonaro nos Estados Unidos.
Documentos citados pela investigação apontam que cerca de US$ 10,6 milhões, equivalente a aproximadamente R$ 61 milhões, teriam sido enviados entre fevereiro e maio de 2025 em seis transferências bancárias destinadas ao financiamento da obra.
Flávio afirma que investimento previa lucro comercial
No novo comunicado, o senador explicou que Daniel Vorcaro teria realizado um investimento privado com expectativa de retorno financeiro conforme o desempenho do filme no mercado internacional. Segundo Flávio, os recursos não foram enviados diretamente a integrantes da família Bolsonaro. O parlamentar destacou alguns pontos centrais da operação:
- Os aportes foram destinados a um fundo específico da produção
- A estrutura jurídica do projeto estaria sediada nos Estados Unidos
- O fundo teria fiscalização dentro das regras americanas
- Eduardo Bolsonaro não teria recebido recursos diretamente
Relação com Vorcaro teria começado em 2024
O senador também apresentou uma cronologia para justificar o contato com o ex-banqueiro. De acordo com ele, a aproximação aconteceu em 2024, antes das acusações públicas envolvendo Daniel Vorcaro ganharem repercussão nacional.
Flávio afirmou que, naquele período, Vorcaro participava normalmente de eventos empresariais, patrocínios e iniciativas privadas. Ele citou inclusive a presença do empresário em um evento realizado em Nova York com participação de investidores e empresários brasileiros.
Pagamentos interrompidos encerraram negociações
Na nota divulgada, Flávio Bolsonaro declarou que o vínculo com Vorcaro terminou após os pagamentos prometidos deixarem de ser cumpridos. O senador afirmou que, diante das denúncias públicas, novos investidores passaram a ser procurados para manter o filme.
O parlamentar também defendeu uma investigação rigorosa sobre o caso. Além disso, aproveitou para pedir a instalação da CPI do Master, alegando que os fatos precisam ser apurados com transparência pelas autoridades competentes.
Nota de Flávio critica tentativa de contaminação política
Em trecho mais duro do comunicado, Flávio Bolsonaro afirmou que há uma tentativa de associar o caso a escândalos políticos envolvendo integrantes do PT. Segundo ele, as situações são completamente diferentes e não envolveriam favorecimento estatal.
O senador declarou ainda que não houve reuniões fora da agenda oficial, contratos públicos ou promessas de benefícios ao ex-banqueiro. Para Flávio, misturar os episódios seria uma “distorção política inaceitável” em meio ao debate sobre o financiamento do filme.