A gigante de tecnologia Meta iniciou uma nova rodada de cortes e deve desligar cerca de 8 mil funcionários em meio à corrida bilionária pela inteligência artificial. A medida faz parte da estratégia da empresa para ampliar investimentos em infraestrutura e chips voltados à IA.
Por que a Meta cortou 8 mil empregos?
As demissões começaram nesta quarta-feira (20/5) e atingem aproximadamente 10% da força de trabalho da companhia. Segundo informações divulgadas pela Bloomberg, os avisos começaram a ser enviados inicialmente para equipes da Ásia.
A empresa controladora de Facebook, Instagram e WhatsApp possuía cerca de 78,8 mil funcionários no fim de 2025. Até o momento, ainda não há confirmação oficial sobre impactos diretos nas operações da Meta no Brasil.
Reestruturação já vinha sendo preparada internamente
O clima entre os funcionários já era considerado tenso nos últimos dias. Internamente, a empresa havia informado que realizaria mudanças estruturais e possíveis desligamentos nas próximas semanas.
Na segunda-feira (18), a Meta também comunicou a transferência obrigatória de aproximadamente 7 mil colaboradores para áreas ligadas à inteligência artificial. Segundo relatos internos, a realocação não era opcional.
Como os investimentos bilionários mostram prioridade da Meta?
A companhia pretende investir entre US$ 115 bilhões e US$ 135 bilhões em 2026. O foco principal será ampliar sua infraestrutura tecnológica voltada ao desenvolvimento de IA generativa. Entre os principais objetivos da empresa estão:
- expansão de centros de dados;
- compra de chips avançados;
- fortalecimento de sistemas de IA;
- aumento da capacidade computacional;
- disputa direta com concorrentes do setor.
A Meta entende que a inteligência artificial será decisiva para manter competitividade diante do avanço acelerado de outras gigantes da tecnologia.
Como a compra de chips reforça a estratégia agressiva?
No fim de fevereiro, a empresa anunciou um acordo bilionário com a AMD para adquirir milhões de chips voltados à inteligência artificial. O contrato pode ultrapassar US$ 60 bilhões.
Os semicondutores são considerados fundamentais para treinar modelos avançados de IA. A corrida tecnológica também envolve empresas como OpenAI, Google e Microsoft.
Diretora de RH explica motivo dos desligamentos
Em comunicado interno, a diretora de recursos humanos da Meta, Janelle Gale, afirmou que a decisão busca tornar a companhia mais eficiente financeiramente.
Segundo ela, os cortes fazem parte de uma estratégia para “compensar os investimentos” necessários na disputa global pela inteligência artificial. A empresa vê a IA como prioridade absoluta para os próximos anos.
Quais as pressões para os gigantes da tecnologia?
O movimento da Meta reflete uma tendência crescente no setor de tecnologia. Grandes empresas vêm reduzindo custos operacionais enquanto direcionam bilhões para pesquisa e infraestrutura de inteligência artificial.
Nos bastidores, analistas avaliam que novas rodadas de reestruturação podem ocorrer em outras big techs ao longo de 2026. A pressão competitiva e o alto custo da IA devem continuar impactando o mercado de trabalho global.