A Polícia Federal concluiu a investigação sobre a morte de Luiz Philipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, e apontou que ele atentou contra a própria vida enquanto estava sob custódia.
Como a PF concluiu que a morte de Sicário foi suicídio?
A Polícia Federal de Minas Gerais encerrou o inquérito indicando que a morte de Luiz Philipi Mourão ocorreu por suicídio, descartando participação de terceiros. A apuração também não encontrou evidências de coação ou pressão externa.
Segundo o relatório, todos os elementos analisados reforçam a tese de ato voluntário. A investigação incluiu exames técnicos e depoimentos para garantir que não houve interferência externa no ocorrido.
O que será apresentado ao ministro André Mendonça?
Uma equipe da PF se dirige ao Supremo Tribunal Federal nesta quinta-feira para entregar as conclusões ao ministro André Mendonça, relator do caso envolvendo o Banco Master.
Após receber o material, Mendonça deve encaminhar o relatório à Procuradoria-Geral da República, que avaliará se há base para arquivamento ou continuidade de eventuais desdobramentos.
Quais provas foram analisadas pela investigação?
A investigação reuniu um conjunto robusto de provas para esclarecer o caso. Os elementos foram fundamentais para sustentar a conclusão final do inquérito. Entre os principais itens analisados estão:
- Vídeo completo da permanência de Sicário na cela
- Depoimentos de testemunhas e pessoas próximas
- Conversas e registros de comunicação do investigado
- Avaliação sobre possível uso de substâncias psicotrópicas
Quem era Sicário no esquema investigado?
Apontado como peça-chave, Sicário teria papel central na organização investigada na Operação Compliance Zero, que apura fraudes bilionárias ligadas ao Banco Master.
De acordo com a PF, ele executava tarefas como monitoramento de alvos, extração ilegal de dados e ações de intimidação. A investigação o descreve como uma espécie de “longa manus”, atuando diretamente em nome da liderança do grupo.
Qual a relação com Daniel Vorcaro e o Banco Master?
O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, também foi preso na operação e é apontado como líder da organização criminosa estruturada em diferentes núcleos.
As apurações indicam que havia uma relação direta entre Vorcaro e Sicário, incluindo indícios de pagamento mensal de cerca de R$ 1 milhão pelos serviços ilícitos prestados dentro do esquema.
O que acontece com os bens e o futuro do caso?
Mesmo com a conclusão do inquérito, os bens de Sicário permanecem bloqueados, e a tendência é que essa situação não seja alterada pelas autoridades.
A interpretação é de que os recursos teriam origem em atividades ilegais. Agora, o futuro do caso depende da análise da PGR, que decidirá sobre o possível encerramento das investigações.