A construção de uma nova ponte na BR-163 sobre o Rio Uruguai promete transformar a mobilidade entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul, com impacto direto no tempo de viagem e na economia regional.
Como a nova ponte na BR-163 deve reduzir o tempo de viagem?
Motoristas que circulam entre o Oeste catarinense e o Noroeste gaúcho poderão ganhar até 1h45 de economia no deslocamento com a nova travessia. A ponte ligará diretamente Itapiranga (SC) a Barra do Guarita (RS).
Hoje, a travessia depende de balsa, o que gera filas e limita o fluxo. Com a estrutura fixa, o trajeto se torna mais ágil, seguro e previsível, beneficiando principalmente o transporte rodoviário.
Como é feita atualmente a travessia entre SC e RS?
Atualmente, quem precisa cruzar o Rio Uruguai enfrenta rotas alternativas longas e pouco eficientes. Essas opções aumentam significativamente o tempo e os custos da viagem. As principais alternativas disponíveis incluem:
- Travessia pela BR-158, entre Palmitos (SC) e Iraí (RS), com até 88 km extras
- Uso das rodovias SC-480 e RS-406, entre Chapecó e Nonoai, com até 160 km adicionais
- Travessia por balsa, sujeita a horários e limitações operacionais
Como a nova ponte deve impulsionar a economia regional?
Com investimento estimado em R$ 379 milhões, o projeto prevê uma ponte com cerca de 1,2 km de extensão. A obra é considerada estratégica para o escoamento da produção agrícola e industrial. Veja os impactos regionais:
Como o projeto avança e se aproxima da fase de licitação?
O DNIT confirmou a aprovação do Projeto Básico de Engenharia, etapa fundamental para a execução da obra. Agora, o processo segue para trâmites administrativos internos.
O próximo passo será a abertura do edital de licitação. No entanto, o avanço ainda depende da conclusão do EIA e do RIMA, estudos essenciais para o licenciamento ambiental.
Quais serão os acessos rodoviários nos dois estados?
O projeto não contempla apenas a ponte, mas também melhorias no acesso viário. Essas conexões são fundamentais para integrar a estrutura às rodovias existentes. No lado catarinense, haverá ligação com a BR-163 em Santa Fé Alta, com cerca de 7 km. Já no lado gaúcho, o acesso será por Remanço do Uruguai, com aproximadamente 4,5 km.
A construção da ponte é uma reivindicação antiga, com mobilização intensificada a partir de 2018. O movimento Pró-Ponte reuniu lideranças políticas e entidades empresariais. Segundo representantes locais, o projeto representa um sonho de décadas. A expectativa é que a obra finalmente elimine gargalos logísticos e promova o desenvolvimento regional.